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(Repete texto publicado na noite de quarta-feira)
BRASÍLIA, 3 Jan (Reuters) – A defesa do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva apresentou nesta quarta-feira uma petição
na qual cobra do relator do processo a que responde perante o
Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador
João Pedro Gebran Neto, direito a um novo interrogatório no caso
do tríplex.
Os advogados de Lula acusam o juiz Sérgio Moro de ter sido
"parcial" no depoimento que ele prestou quando o caso tramitou
na primeira instância –Moro condenou o ex-presidente a nove
anos e seis meses de prisão.
O tribunal marcou o julgamento do recurso da defesa de Lula
para o dia 24 de janeiro. Se ele for condenado pelo colegiado, o
ex-presidente –líder nas pesquisas de intenção de voto na
corrida ao Palácio do Planalto em outubro– poderá ser
considerado ficha suja e impedido de concorrer.
Na petição, a defesa pede para Lula ser ouvido novamente
pelo TRF-4 sob a alegação de que Moro violou as garantias
fundamentais dele ao ter feito uma "verdadeira inquirição".
"Isso porque, durante tal ato, o magistrado valeu-se de sua
autoridade para impedir a livre manifestação do interrogado e
consequentemente o exercício de sua autodefesa", diz a petição.
Segundo a defesa, o juiz "portou-se como um acusador" de
Lula, cortando suas manifestações e impedindo-o de livremente se
manifestar. Diz ainda que Moro fez perguntas sobre temas que não
eram objeto da ação, como o processo do mensalão. "Lançou mão,
também, da insistente repetição de perguntas, com o nítido
intento de constranger e intimidar o peticionário."
Os advogados defendem a análise com base em artigos do
Código Penal segundo as quais a qualquer momento um acusado
poderá ser ouvido novamente. Afirmam também que o pedido foi
apresentado ainda no dia 11 de setembro ao relator do processo
no TRF-4 sem ter sido analisado até o momento.

(Reportagem de Ricardo Brito; Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

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