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MOSCOU, 10 Out (Reuters) – Rixas internacionais como as
envolvendo Estados Unidos e a russa Kaspersky estão dificultando
a luta efetiva contra o cibercrime internacional, disse uma
autoridade sênior da Interpol à Reuters nesta terça-feira.
O governo do presidente Donald Trump proibiu agências
governamentais dos EUA de usar produtos antivírus da Kaspersky
em setembro, dizendo-se preocupado com a vulnerabilidade da
empresa à influência do Kremlin e que o uso de seus softwares
poderia comprometer a segurança nacional.
A Kaspersky negou fortemente as alegações, argumentando que
foi envolvida em uma cisão geopolítica mais ampla entre Moscou e
Washington, após as acusações de que hackers russos interferiram
na eleição presidencial dos EUA no ano passado.
Moscou nega as acusações e alguns pesquisadores apontaram os
problemas da empresa nos EUA como exemplo da crescente
fragmentação no setor de segurança cibernética após uma série de
ataques de alto perfil que alimentaram desconfiança e suspeita
entre os países.
"A balcanização (fragmentação), especialmente na comunidade
de cibersegurança está acontecendo e precisa ser corrigida",
disse o diretor executivo do Complexo Global para Inovação da
Interpol, Noboru Nakatani.
Falando às margens de uma conferência organizada pelo grupo
de cibersegurança russo Group-IB, Nakatani disse que a situação
da Kaspersky é um exemplo de balcanização – termo usado em
referência à fragmentação geopolítica que ocorreu nos Bálcãs.
(Por Jack Stubbs)
((Tradução Redação São Paulo 56447764))
REUTERS NS AAP


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