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Por Thu Thu Aung e Yimou Lee
YANGON, 13 Jun (Reuters) – Um investigador de polícia de
Mianmar não compareceu a um tribunal na terça-feira para depor
como testemunha de acusação contra dois repórteres da Reuters
que foram presos em dezembro e acusados de posse de documentos
confidenciais do governo.
O capitão de polícia Myo Lwin, um dos dois policiais que
escoltaram os jornalistas ao tribunal, disse que o major Tin Win
Maung, importante testemunha da polícia, não estava presente
porque está "investigando dois casos" no centro de Mianmar.
O major de polícia é um dos oficiais de alto escalão
envolvidos no inquérito dos jornalistas, depois que eles foram
presos no dia 12 de dezembro. Os repórteres Wa Lone, de 32 anos,
e Kyaw Soe Oo, de 28, estão presos há seis meses.
"Seis meses é muito tempo, mas nós não estamos
deprimidos…Eles não podem nos destruir", disse Wa Lone depois
que os procedimentos foram rapidamente interrompidos. "Eu sempre
serei um jornalista."
Em um caso que se tornou um marco para a liberdade de
imprensa, o tribunal em Yangon tem realizado audiências desde
janeiro para decidir se Wa Lone e Kyaw Soe Oo serão julgados sob
a Lei de Segredos Oficiais, que data da era colonial do país e
prevê pena máxima de 14 anos de prisão.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP ES


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