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Por Tom Miles
GENEBRA, 30 Nov (Reuters) – Crises humanitárias em todo o
mundo piorarão no ano que vem, sem tréguas à vista em guerras
civis na África, fome iminente em regiões assoladas por
conflitos e a ameaça da violência de extremistas islâmicos,
previu um centro de estudos sediado em Genebra em um relatório
publicado nesta quinta-feira.
O relatório da Acaps, um empreendimento sem fins lucrativos
que apoia agentes humanitários com monitoramento diário e
análises de 150 países, examinou as necessidades previstas para
18 países em 2018 e encontrou pouco para comemorar.
"Se 2017 não pareceu bom, as previsões para 2018 não são
melhores: a violência e a insegurança provavelmente se
deteriorarão no Afeganistão, República Democrática do Congo,
Líbia, Etiópia, Mali, Somália e Síria no ano que vem", escreveu
o diretor da Acaps, Lars Peter Nissen, no relatório.
No ano que vem a Etiópia se juntará ao nordeste da Nigéria,
Somália, Sudão do Sul e Iêmen como locais ameaçados por surtos
de fome, disse o documento, intitulado "Panorama Humanitário:
Uma Análise das Maiores Crises de 2018".
Ao invés de levar estabilidade, a perspectiva de eleições no
Afeganistão, Iraque, Líbia, Sudão do Sul e Venezuela deve
exacerbar as tensões e alimentar a violência.
O extremismo islâmico também continuará a provocar mortes e
conflitos, segundo o relatório.
Apesar da derrota do Estado Islâmico em seus principais
bastiões no Iraque, o grupo deve continuar a improvisar ataques
em todo o país para desestabilizar o governo, além de ganhar
força e recursos no sul líbio.
O Estado Islâmico também deve intensificar sua atuação ainda
pequena em Puntland, região da Somália, impactando a população
civil e se chocando com seu rival regional maior, o Al Shabaab,
que aumentará a mortalidade de seus próprios ataques.
Grupos islâmicos armados também devem se aproveitar da
retirada de tropas do governo no centro do Mali, conquistado
recrutas locais e mais influência, enquanto no Afeganistão o
Taliban consolidará seus bastiões rurais e o crescimento da
produção de ópio reforçará o financiamento de grupos armados.
A fragmentação dos grupos armados da República
Centro-Africana deve agravar a violência no país, levando mais
refugiados à República dos Camarões e à República Democrática do
Congo, cujo presidente, Joseph Kabila, provavelmente não deixará
o poder antes de 2019, alimentando frustrações e protestos
violentos, alertou o relatório.


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