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Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO, 14 Mar (Reuters) – A Finlândia é o país
mais feliz do mundo, de acordo com um levantamento anual
divulgado nesta quarta-feira que ainda revelou que os
norte-americanos estão se tornando menos felizes, apesar de o
país ter enriquecido.
Burundi ficou em último lugar no Relatório da Felicidade
Mundial de 2018 da Rede de Desenvolvimento de Soluções
Sustentáveis (SDSN) da Organização das Nações Unidas (ONU), que
listou 156 países de acordo com fatores como Produto Interno
Bruto (PIB) per capita, amparo social, expectativa de vida
saudável, liberdades sociais, generosidade e ausência de
corrupção. O Brasil ficou na 28ª colocação.
Convivendo bem com seus invernos rigorosos e escuros, os
finlandeses disseram que o contato com a natureza, a segurança,
as creches, as boas escolas e o sistema de saúde gratuito estão
entre as melhores coisas de sua nação.
"Brinquei com os outros americanos que estamos vivendo o
sonho americano aqui na Finlândia", disse Brianna Owens, que
deixou os Estados Unidos e agora é professora em Espoo, a
segunda maior cidade da Finlândia, com uma população de cerca de
280 mil habitantes.
"Acho que tudo nesta sociedade é criado para as pessoas
serem bem-sucedidas, começando com as universidades e os
transportes, que funcionam realmente bem", disse Brianna à
Reuters.
A Finlândia, que ocupou a quinta colocação no ano passado,
tomou a liderança da Noruega. Os 10 mais bem colocados na lista
de 2018, como sempre dominada pelos nórdicos, foram Finlândia,
Noruega, Dinamarca, Islândia, Suíça, Holanda, Canadá, Nova
Zelândia, Suécia e Austrália.
Os EUA apareceram na 18ª posição, quatro a menos do que em
2017, o Reino Unido ficou em 19º e os Emirados Árabes Unidos em
20º.
Um capítulo do relatório de 170 páginas é dedicado a
problemas de saúde emergentes como a obesidade, a depressão e o
surto de dependência de opiáceos, especialmente nos EUA, onde a
prevalência dos três cresceu mais rápido do que na maioria dos
outros países.
Embora a renda per capita norte-americana tenha aumentado
acentuadamente no último meio século, a felicidade vem sendo
abalada pelo enfraquecimento das redes de amparo social, a
sensação de aumento da corrupção no governo e no meio
empresarial e a diminuição da confiança em instituições
públicas.
"Nós obviamente temos uma crise social nos Estados Unidos:
mais desigualdade, menos confiança, menos fé no governo", disse
Jeffrey Sachs, professor da Universidade Columbia de Nova York e
diretor da SDSN, à Reuters no lançamento do relatório, realizado
na Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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