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Por Lisa Girion
LAS VEGAS, 13 Out (Reuters) – Quando uma bala estraçalhou o
braço de Paola Bautista, sua irmã e um estranho na multidão que
assistia ao festival musical Route 91 Harvest, em Las Vegas, a
afastaram do local e em seguida se concentraram em seu
sangramento.
Daisy Bautista inseriu uma meia no buraco do braço da irmã,
e o homem que a ajudava apertou um cinto ao redor da ferida.
Esta improvisação pode ter salvado a vida de Paola, evitando a
perda de sangue que é a principal causa de mortes por ferimento.
Paola, uma californiana fã de música country, é uma das
muitas vítimas de um ataque a tiros em Las Vegas que foram
beneficiadas pelo uso de uma técnica de salvamento de vidas
polêmica e de vários séculos de existência que está sendo
retomada, o torniquete.
Embora exista desde a Idade Média, o torniquete ganhou má
fama nas últimas décadas por causa dos temores de que aumente o
risco de amputações. Agora essa percepção deu lugar a um novo
consenso médico, segundo o qual é melhor salvar uma vida do que
um membro do corpo, e a indícios colhidos recentemente nos
campos de batalha mostrando que atualmente o risco de amputação
é bastante baixo.
A nova visão ganhou aceitação mais ampla no meio médico
depois do massacre de 2012 na escola de ensino fundamental Sandy
Hook, no Estado norte-americano de Connecticut. Seguindo uma
diretiva do então presidente norte-americano Barack Obama para
encontrar maneiras de aumentar a sobrevivência em ataques do
tipo, um grupo de médicos publicou o "Consenso Hartford", um
compêndio de práticas e diretrizes ideais com destaque para um
pedido de reabilitação do torniquete.
Desde então, mais de 200 mil policiais de grandes cidades
dos Estados Unidos foram treinados para usar a técnica de
salvamento de vidas de baixo custo. O Conselho de Segurança
Nacional, juntamente com grupos de assistência emergencial e de
ferimentos, lançou a campanha "Estanque o sangramento" para
divulgar o treinamento entre civis. Shopping centers e
aeroportos começaram a instalar conjuntos de controle de
sangramento, incluindo torniquetes, em paredes perto de
desfibriladores de emergência.
"Queremos transformá-lo no próximo RCP (ressuscitação
cardiopulmonar)", disse Ian Weston, paramédico e
diretor-executivo da American Trauma Society.
A má reputação do torniquete tem alguma base em fatos, já
que, quando um membro fica muito tempo sem fluxo de sangue e a
função não pode ser restaurada, a amputação pode ser necessária
— mas hoje em dia a maioria das vítimas de ferimentos recebe
ajuda antes de o torniquete se tornar um perigo.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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