Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por William James
LONDRES, 17 Abr (Reuters) – A primeira-ministra britânica,
Theresa May, disse nesta terça-feira que lamenta o papel do
Reino Unido na formulação de leis discriminatórias contra gays
em suas ex-colônias, procurando responder críticas da Comunidade
Britânica (Commonwealth) durante uma reunião da entidade em
Londres.
May está tentando revigorar a Commonwealth, uma rede de 53
países que em sua maioria foram colônias britânicas, no momento
em que o Reino Unido estuda novas maneiras de projetar sua
influência no mundo e se estabelecer como líder do livre
comércio após sua desfiliação da União Europeia.
Discursando no segundo dia de uma cúpula de uma semana em
Londres, May abordou uma ampla gama de questões humanitárias e
ambientais, inclusive leis que proíbem relações homossexuais em
37 de seus 53 países-membros.
"Estou bem ciente de que estas leis muitas vezes foram
adotadas por meu próprio país. Elas estavam erradas à época e
estão erradas agora", disse. "Como primeira-ministra do Reino
Unido, lamento profundamente tanto o fato de tais leis terem
sido adotadas quanto o legado de discriminação, violência e até
morte que persiste hoje".
A cúpula também tem sido marcada por uma admissão oficial de
que o governo britânico tratou imigrantes que chegaram de países
do Caribe mais de 50 anos atrás de maneira "assombrosa",
identificando-os incorretamente como imigrantes ilegais.
Falando ao lado de May, o premiê jamaicano, Andrew Holness,
provocou uma reação entusiasmada da plateia ao exortar sua
colega a reagir prontamente à questão.
"É uma questão de justiça", disse. "Isso levará segurança,
certamente para aqueles que foram afetados, e é o tipo de
prosperidade inclusiva que defendemos como povos da
Commonwealth".
A própria May pediu desculpas pelo tratamento brutal da
chamada "Geração Windrush", cujos pais foram convidados a ir
para o Reino Unido para compensar a falta de mão de obra após a
Segunda Guerra Mundial e que mais tarde foram prejudicados por
um endurecimento das regras imigratórias em 2012, quando May era
ministra do Interior.
Embora não exista um bloco de livre comércio na Comunidade
Britânica seus membros comprem menos de 10 por cento das
exportações britânicas, os ministros do gabinete de Londres veem
o grupo e seus 2,4 bilhões de habitantes como uma parte
importante de sua estratégia pós-UE.
Nesta terça-feira, líderes de quase todos seus integrantes
se reunirão para debater o futuro da comunidade e tentar
combinar metas para comércio, meio ambiente e desenvolvimento.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


Assuntos desta notícia

Join the Conversation