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LONDRES/MOSCOU, 15 Fev (Reuters) – O Reino Unido culpou a
Rússia nesta quinta-feira por um ataque cibernético realizado no
ano passado, acusando publicamente Moscou de ter disseminado um
vírus que prejudicou empresas em diversas partes da Europa.
A Rússia negou a acusação, dizendo ser parte de uma campanha
"russofóbica" que está sendo levada a cabo por alguns países
ocidentais.
O assim chamado ataque NotPetya, ocorrido em junho, começou
na Ucrânia, onde afetou computadores do governo e de empresas
antes de se espalhar por todo mundo, interrompendo operações em
aeroportos, fábricas e empresas.
O Ministério das Relações Exteriores britânico disse que o
ataque foi provocado pelos militares russos.
"A decisão de atribuir este incidente publicamente sublinha
o fato de que o Reino Unido e seus aliados não tolerarão
atividades cibernéticas mal-intencionadas", disse a chancelaria
em um comunicado.
"O ataque foi mascarado como um empreendimento criminoso,
mas seu objetivo foi principalmente causar interrupções. Os
alvos prioritários foram os setores ucranianos financeiro,
energético e governamental. Seu projeto indiscriminado fez com
que se espalhasse, afetando outros negócios europeus e russos".
Moscou já negou estar por trás do ataque NotPetya, e nesta
quinta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a
Rússia "nega categoricamente as alegações".
"Nós as consideramos… infundadas. Isto não é nada mais que
a continuação de uma campanha russofóbica que não tem provas",
disse Peskov em uma teleconferência com repórteres.
(Por Sarah Young em Londres e Denis Pinchuk e Katya
Golubkova em Moscou)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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