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Por Paul Sandle
LONDRES, 13 Mar (Reuters) – O Reino Unido disse estar
considerando taxar as receitas de empresas de internet como o
Facebook e o Google até que as regras fiscais internacionais
sejam alteradas para lidar com empresas digitais que podem mudar
as vendas e os lucros entre jurisdições.
O ministro das Finanças, Philip Hammond, disse nesta
terça-feira que publicou um artigo no qual apresenta propostas
de tributação de empresas digitais globais antes de uma reunião
com seus parceiros do G20 no final desta semana.
As grandes empresas de internet têm pago poucos impostos na
Europa, geralmente ao canalizar as vendas para países como a
Irlanda e Luxemburgo, que possuem regimes fiscais mais leves.
A União Européia propôs taxar gigantes da tecnologia entre 1
e 5 por cento da receita com base na localização dos usuários,
de acordo com o esboço de um documento da Comissão Europeia
visto pela Reuters no mês passado.
O imposto deve ser aplicado a empresas que vendem anúncio
online segmentados por usuários ou fornecem espaço de
propaganda, com receita acima de 750 milhões de euros (922
milhões de dólares) em todo o mundo e com receitas digitais na
UE de pelo menos 10 milhões de euros, de acordo com o documento.
Tanto o Google quanto o Facebook mudaram a forma como
contabilizam sua atividade no Reino Unido, resultando em um
aumento no imposto corporativo pago.
Mas o imposto pago pelo Facebook no Reino Unido em 2016, por
exemplo, foi de 5,1 milhões de libras (7,09 milhões de dólares),
apenas um modesto aumento ante 4,2 milhões de libras de 2015. A
receita da empresa no Reino Unido em 2016 foi de 842 milhões de
libras.
No final do ano passado, o governo britânico também levantou
a possibilidade de impor novos impostos às gigantes de
tecnologia, a menos que elas façam mais no combate ao extremismo
online, removendo material com intenção de radicalizar pessoas
ou auxiliar no planejamento de ataques. O Reino Unido sofreu uma
série de ataques islâmicos no ano passado que mataram um total
de 36 pessoas, excluindo os agressores.
O governo disse nesta terça-feira que prefere a reforma do
quadro fiscal internacional das empresas, mas reconheceu que o
consenso e a criação de propostas detalhadas seriam difíceis.
"Na ausência de tal reforma, é necessário considerar medidas
provisórias, como impostos baseados em receitas ", afirmou.

(Por Paul Sandle e James Davey)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447745))
REUTERS SI RBS

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