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BRASÍLIA, 14 Nov (Reuters) – O presidente do PMDB e líder do
governo no Senado, Romero Jucá (RR), disse nesta terça-feira que
o presidente Michel Temer fará uma "ampla" reforma ministerial
que contemplará os partidos da base aliada para garantir os
votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no
Congresso Nacional.
"É muito importante que esse entendimento possa ser
construído com os partidos políticos e com a Câmara até para
aprovar e agilizar a votação das reformas", disse o senador.
Para Jucá, a saída do ministro das Cidades, o deputado
tucano Bruno Araújo (PE), precipitou as mudanças na Esplanada e
o presidente vai avaliar como fazer a reforma ministerial. Ele
contabilizou que há 17 ministérios que ficarão vagos, porque
seus titulares deixarão os cargos para disputar eleições em
2018.
Em sintonia com o Planalto, o peemedebista disse que não
adianta fazer uma reforma ministerial agora e outra em março.
"Seriam ministros festivos, que ficariam no cargo só no Natal,
Reveillon e Carnaval. Só tem feriado daqui para a frente",
disse.
Pela legislação, os titulares de ministérios que pretendem
se candidatar nas eleições do ano que vem precisam se
desincompatibilizar dos cargos até o início de abril.
Jucá classificou o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, como
um "bom nome" para ocupar o Ministério das Cidades. Ele, que já
foi ministro da pasta, é apadrinhado pelo PP para voltar ao
comando do ministério. Jucá afirmou que é preciso colocar gente
experiente no cargo porque há pouco tempo.
O presidente do PMDB afirmou que quando se faz esse tipo de
"ajuste" na equipe ministerial se leva em conta o apoio que os
partidos aliados podem dar ao governo.
Mais cedo, reportagem da Reuters informou que Temer começou
esta semana uma série de reuniões com os presidentes dos
partidos e ministros que devem ser candidatos nas eleições de
2018 para adiantar a reforma ministerial mais abrangente
inicialmente prevista para março.

PREVIDÊNCIA
Jucá disse esperar que a reforma da Previdência seja votada
na Câmara dos Deputados ainda neste ano e que possa ser
analisada pelo Senado no início do próximo ano.
Para ele, se os deputados não votarem a proposta ainda em
2017, fica difícil analisá-la em 2018, porque o calendário de
apreciação da matéria ficará "curto".
Segundo o peemedebista, nesse cenário, a votação da reforma
ficará para depois da eleição de outubro, o que vai diminuir a
condição do próximo governo de fazer um ajuste fiscal e
equilibrar as contas públicas para desempenhar um bom governo.
"A Previdência não é para o presidente Temer, é para os
próximos governos", argumentou.

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(Reportagem de Ricardo Brito; Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))


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