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A Reforma da Previdência continua a mexer com os mercados

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A reforma da Previdência continua a fazer preço dos ativos de risco no Brasil. O dia começou positivo na B3, chegou a subir na máxima do dia 1,47%, para ir perdendo forçar até virar negativa mais para o final da tarde. De certa forma, acompanhamos as oscilações do mercado americano que fraquejou no meio da tarde.

Políticos da base de apoio de Temer começaram o dia “vendendo otimismo”, acreditando em voto fechado dos partidos da base. E com Rodrigo Maia citando 330 votos (são necessários 308 para aprovar) e votação logo em 12 de dezembro. O presidente do Senado foi na onda e disse que se votassem rapidamente na Câmara, poderia colocar em votação ainda nesse ano. Depois, Eunício desmentiu essa declaração. Ao longo do dia, essa situação foi complicando, mas o ministro Padilha ainda dizia que se partidos fechassem questão, o PSDB viria junto. Acontece que surgiram defecções na base e os mercados ajustaram expectativas.

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Na área econômica, o IBGE anunciou que a produção industrial de outubro cresceu 0,2%, e contra outubro de 2016 mostrou expansão de 5,3%. Destaque para bens de capital com alta no mês de 1,1% e bens de consumo que contra outubro do ano passado mostrou expansão de 7,2%. Alimentos foram responsáveis pelo crescimento tímido do mês. De qualquer forma, foi mais um resultado positivo coletado pelo governo, ainda que em base de comparação muito baixa.

O índice de atividade PMI do Brasil de serviços em novembro caiu para 46,9 pontos (anterior em 48,8 pontos) e o composto (inclui indústria) em queda para 48,9 pontos. Na sequência dos mercados, os DIs terminaram o dia com queda de juros para os vencimentos mais líquidos e o dólar encerrou em queda de 0,29% e cotado a R$ 3,23. Na B3, na primeira sessão de dezembro (01/12), os investidores estrangeiros voltaram a retirar recursos no montante de R$ 176,6 milhões, mas com saldo positivo no ano de R$ 9,58 bilhões.

No segmento externo, os EUA mostraram déficit na balança comercial de outubro de US$ 48,7 bilhões em outubro, acima do previsto. O índice PMI de atividade de serviços caiu para 54,5 pontos em novembro e o composto em queda para 54,5 pontos. O comitê bancário do senado americano aprovou a nomeação de Jerome Powell para presidente do FED, no lugar de Janet Yellen.

Na zona do euro, as vendas no varejo registraram queda de 1,1% em outubro, mas no ano mostram expansão de 4,0%. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY reverteu tendência de queda do início do dia e mostrava alta de 0,57%, com o barril cotado a US$ 57,80. O euro era transacionado em queda para US$ 1,18, e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,37%. O ouro e a prata com quedas na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na bolsa de Chicago. O minério de ferro na China teve dia de alta de 1,0%.

No mercado acionário, dia de queda da bolsa de Londres de 0,16%, Paris com -0,26% e Frankfurt com -0,08%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,03% e 0,24%. No mercado americano, faltando cerca de uma hora e meia para encerramento, dia de Dow Jones com -0,26% e Nasdaq com +0,18%. Na B3, boa parte da tarde oscilando entre positivo e negativo. Faltando meia hora para encerramento, mostrava queda de 0,56% e índice em 72682, com temor sobre a previdência.

Na agenda de amanhã, teremos o fluxo cambial da semana anterior, o índice IC-Br de novembro e no final do dia anúncio da decisão do Copom sobre juros, com previsão de queda da Selic de 0,50, para 7,0%. Nos EUA, a pesquisa ADP de criação de vagas no setor privado e a produtividade. Além de custo unitário da mão-de-obra no terceiro trimestre.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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