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Redução do auxílio desemprego nos EUA e amanhã tem payroll

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Hoje tivemos mercados com comportamento errático em função do noticiário local e internacional. No Brasil, a reforma da Previdência continuou a fazer preços dos ativos, só que dessa vez feita pelo lado negativo. No Exterior, o Brexit voltou a pesar sobre os mercados, especialmente a bolsa de Londres.

O dia começou no cenário local com noticiário indicando que o Senado tinha aprovado adicional de distribuição do governo central para o fundo de participação dos municípios de mais 1,0%. E a câmara tinha aprovado PL (Projeto de Lei) permitindo que o FGTS socorra a Caixa Econômica. Logo em seguida, começaram novamente declarações desencontradas de políticos sobre a votação da reforma da Previdência, postergação de votação e até declarações que só seria possível votar no próximo ano.

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Foi o que bastou para os mercados reagirem de forma negativa, com juros e dólar em alta. A B3 em forte queda. Na mínima, atingiu queda de 2,61%. Depois disso, os mercados seguiram com volatilidade, absorvendo ainda parte dos problemas externos. No Reino Unido, se as negociações do Brexit não evoluírem, o cargo de primeira ministra de Theresa May pode ficar vago.

Nos EUA, a resposta foi diferente, apesar das preocupações. Os mercados ingressaram em nova alta, apostando no sucesso do encontro de Trump com lideranças democratas para discutir a elevação do teto da dívida, ainda que por poucos dias, já que o país poderia parar a partir de sábado. Mas ainda estressa os investidores, o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel. Isso tem gerado conflitos no mundo árabe e em países desenvolvidos.

Nos EUA, os auxílios desemprego encolheram 2000 posições para total de 238000 pedidos e na zona do euro o PIB do terceiro trimestre cresceu anualizado 2,6%. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY tinha alta de 1,27% e com o barril cotado a US$ 56,67. O euro era transacionado em alta para US$ 1,18 e notes americanos com juros em alta para 2,35%. O ouro e a prata tiveram dia de queda na Comex e commodities agrícolas em queda na bolsa de Chicago. O minério de ferro teve mais um dia de queda no spot da China e mexeu com as ações de Vale e siderúrgicas.

No cenário local, o ministro Dyogo Oliveira lembrou as ações do governo nos 18 meses de Temer, falou de promover a reoneração da folha de pagamento (item essencial) e euforia dos empresários com a retomada da economia. A Anbima anunciou que os fundos tiveram captação recorde em 2017 de R$ 232 bilhões até novembro e que o patrimônio da indústria está em R$ 4,1 trilhões. Acrescentou que debêntures de infraestrutura tiveram recorde de R$ 7,8 bilhões em lançamentos.

Na sequência dos mercados, ainda no cenário local, os DIs tiveram dia de alta de juros para todos os vencimentos, com os títulos de 2023 fechando em 10,15% (anterior em 10,04%). O dólar teve dia de forte alta, chegando a R$ 3,31, para encerrar em alta de 1,70% e cotado a R$ 3,29.

No mercado acionário, a bolsa de Londres fechou em queda de 0,37%, Paris com +0,18% e Frankfurt com +0,36%. Madri e Milão em altas de respectivamente 0,84% e 0,64%. NO mercado americano, faltando ainda cerca de uma hora e meia para término, o Dow Jones tinha alta de +0,17% e Nasdaq com +0,34%. Na B3, meia hora antes do fechamento, o índice tinha queda de 0,96% e no patamar de 72567 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC-S da primeira quadrissemana de dezembro. Sairá a inflação oficial de novembro pelo IPCA. Nos EUA, teremos o payroll com a criação de vagas na economia em novembro e a taxa de desemprego. Durante a noite na China, a inflação pelo CPI e PPI de novembro.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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