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BRASÍLIA, 22 Nov (Reuters) – Pouco antes da apresentação
formal do novo texto da reforma da Previdência a líderes da base
em jantar no Palácio da Alvorada, o vice-presidente da Câmara,
Fábio Ramalho (PMDB-MG), afirmou que a proposta não conta nem
com um terço dos votos necessários para ser aprovada.
O deputado relatou que em conversas com colegas, a grande
maioria deles expressa dificuldade em votar o texto,
flexibilizado pelo governo na tentativa de facilitar sua
aprovação.
"Ninguém vai votar a reforma da Previdência", afirmou. "Se
tiver 100 votos é muito", acrescentou. Por se tratar de uma
Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários os
votos de 308 dos 513 deputados para que a medida seja aprovada
na Câmara, em dois turnos de votação.
O deputado fez questão de dizer que se dependesse dele, a
reforma iria a voto, mas admitiu que o cenário é desfavorável ao
governo.
Líderes da base devem participar, na noite desta
quarta-feira, de um jantar com o presidente Michel Temer no
Palácio da Alvorada, ocasião em que será formalmente apresentada
a versão enxuta da reforma da Previdência.
Para tornar a medida mais palatável, o novo texto deverá
manter a idade mínima, a regra de transição e irá combater o que
vem sendo chamado nas campanhas governamentais de "privilégios"
dos que ganham mais.
Se for aprovada pela Câmara, a reforma ainda precisa passar
pelo Senado, onde precisará dos votos de 49 dos 81 senadores,
também em dois turnos de votação.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello; Edição de Alexandre
Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

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