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11 Abr (Reuters) – Cotado como possível plano B para a
candidatura do PT à Presidência da República, o ex-prefeito de
São Paulo Fernando Haddad disse nesta quarta-feira que o partido
segue confiante em registrar a candidatura do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva no dia 15 de agosto, apesar da prisão
do petista.
"O PT só aposta no presidente Lula. Não há outra discussão
no partido, isso aqui não é uma visita protocolar, é uma
reafirmação, dia 15 de agosto a decisão da Executiva está
tomada, é uma decisão coletiva. A confiança no presidente Lula e
na sua inocência é total da nossa parte", disse Haddad a
jornalistas em Curitiba, durante ato em defesa de Lula.
O ex-presidente está preso na capital paranaense desde a
noite de sábado, depois de se entregar à Polícia Federal. Ele
foi condenado pelo juiz Sérgio Moro por corrupção e lavagem de
dinheiro a 12 anos e 1 mês de prisão no caso do tríplex no
Guarujá, litoral de São Paulo.
Simpatizantes de Lula fazem manifestações e muitos ocupam as
ruas próximas à sede da PF em Curitiba em apoio ao
ex-presidente.
"Pretendemos manter essa vigília o tempo que for necessário.
Nós não vamos esmorecer, pelo contrário, essa movimentação vai
adensar, inclusive internacionalmente", afirmou Haddad.
O ex-prefeito de São Paulo aposta em julgamento no Supremo
Tribunal Federal (SFT) de ações sobre prisão em segunda
instância para que Lula seja libertado.
Na terça-feira, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF,
aceitou pedido para adiar, por cinco dias, o julgamento que
poderia ocorrer nesta quarta-feira que pretende rediscutir o
entendimento da corte sobre a execução da pena após condenações
em segunda instância.
"Confiamos que o processo vai avançar, de esclarecimento da
população, que os tribunais superiores vão poder se manifestar
em função dos recursos que a legislação prevê", disse Haddad.

CIRO
Segundo o ex-prefeito, existe "uma unidade muito grande" de
partidos "em torno da questão democrática", citando o
pré-candidato a presidente pelo PDT Ciro Gomes.
"Ciro é um interlocutor permanente do campo progressista, o
PDT está em contato permanente com o PT. Ele tem a agenda dele,
mas sabemos do sentimento de solidariedade que une o Ciro a essa
plataforma", afirmou o petista.
Ciro tem sido criticado por não ter pelo menos enviado um
representante ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde Lula
ficou por dois dias após saber da ordem de prisão.
(Por Tatiana Ramil, em São Paulo; edição de Alexandre
Caverni)
(([email protected]; 5511 56447765; Reuters
Messaging: [email protected]))

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