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Por Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA, 30 Nov (Reuters) – O presidente em exercício do
PSDB, Alberto Goldman, afirmou nesta quinta-feira que o partido
só deve definir seu posicionamento sobre a reforma da
Previdência na próxima quarta-feira, em uma reunião da executiva
nacional com as bancadas da Câmara e do Senado.
Segundo Goldman, um eventual fechamento de questão será
decidido caso seja essa a vontade da "maioria absoluta" dos
presentes na reunião da próxima semana.
"As bancadas da Câmara e do Senado e a Executiva é que vão
decidir a posição definitiva do partido a respeito da reforma da
Previdência", disse a jornalistas após reunião da executiva
nesta quinta-feira, ocasião em que foram discutidas mudanças no
estatuto do partido.
"Fechar questão tem que ser por maioria absoluta das três
entidades."
O presidente do partido acrescentou que por princípio o PSDB
defende a necessidade de uma reforma no sistema previdenciário,
mas afirmou que o posicionamento sobre a reforma em si só poderá
ser tomado quando o texto a ser votado for conhecido.
O governo apresentou a aliados uma versão mais enxuta da
reforma, que mantém as idades mínimas para aposentadoria (62
anos para mulheres e 65 para homens), e reduz o tempo mínimo de
contribuição de 25 para 15 anos.
Também na intenção de tornar a proposta mais palatável, a
nova reforma não traz mais mudanças relacionadas ao Benefício de
Prestação Continuada (BPC) e às aposentadorias de pequenos
produtores rurais.
As linhas gerais da nova reforma já foram apresentadas, mas
ainda não foi divulgado o texto em si que irá a votação. Segundo
Goldman, não há apoio "incondicional" do partido a qualquer
tema.
A expectativa, já minimizada por alguns integrantes da base,
é que a votação do primeiro turno da reforma possa ocorrer na
próxima quarta-feira.
"Tem que analisar, porque a proposta pode ser colocada em
termos absolutamente insustentáveis", disse.
"Somos a favor da reforma da Previdência porque ela é
fundamental para o país… agora, como é que o texto vai ser
posto? Vai realmente diminuir desigualdade, vai realmente acabar
com privilégios? Se for nessa direção, estaremos de acordo."
Segundo uma fonte do partido, a permanência da sigla no
governo não foi discutida na reunião desta quarta-feira. O PSDB
ensaiou um movimento de desembarque em meados de novembro,
quando o então ministro das Cidades Bruno Araújo deixou a pasta
por entender que sua permanência já não contava com o apoio da
bancada de deputados.
A situação ganhou ares mais pesados quando o ministro da
Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o PSDB está fora da base
de apoio do presidente Michel Temer. Disse acreditar, no
entanto, que o partido apoiará a proposta de reforma da
Previdência por causa do compromisso que já manifestou com essas
mudanças.
Mais cedo, enquanto a reunião da executiva do PSDB ainda
estava em curso, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio
Nunes, afirmou que a legenda mantém seu apoio ao programa do
governo.
"O PSDB não rompeu com o governo. Participação no governo ou
não é uma questão do presidente", disse.

(Edição de Maria Pia Palermo)
(([email protected]; +55 21 5644-7505;
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