Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Karen Freifeld
NOVA YORK, 2 Mai (Reuters) – Em uma reunião com advogados do
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em março, o
procurador especial Robert Mueller cogitou a possibilidade de
emitir uma intimação para Trump depor se ele se recusar a
conversar com investigadores a cargo do inquérito sobre suspeita
de envolvimento da Rússia na eleição de 2016 nos EUA, disse um
ex-advogado do presidente na terça-feira.
John Dowd disse à Reuters que Mueller mencionou a
possibilidade de uma intimação na reunião ocorrida no início de
março. O alerta foi noticiado primeiro pelo jornal Washington
Post, que citou quatro pessoas a par do encontro.
"Isso não é um jogo. Vocês estão atrapalhando o trabalho do
presidente dos Estados Unidos", Dowd disse ter afirmado aos
investigadores, que analisam um possível conluio entre a
campanha de Trump e a Rússia. Dowd deixou a equipe legal do
presidente cerca de duas semanas após a reunião.
Segundo o Post, Mueller cogitou a intimação depois que os
advogados de Trump disseram que seu cliente não tem obrigação de
conversar com investigadores federais envolvidos com o
inquérito.
Após a reunião de março, a equipe de Mueller concordou em
fornecer aos advogados do presidente informações mais
específicas sobre os temas a respeito dos quais quer indagar
Trump, relatou o Post.
De posse destas informações, o advogado de Trump Jay Sekulow
compilou uma lista de 49 perguntas que a equipe legal do
presidente acredita que lhe serão feitas, de acordo com o Post.
Esta lista, revelada pelo jornal New York Times na
segunda-feira, inclui perguntas sobre os laços de Trump com a
Rússia e outras para determinar se o presidente pode ter tentado
obstruir ilegalmente a investigação.
Trump, que nega ter cometido qualquer irregularidade,
criticou o vazamento das perguntas.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


Assuntos desta notícia