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Por Lisandra Paraguassu
PORTO ALEGRE, 22 Jan (Reuters) – Os primeiros manifestantes
em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começaram a
chegar na manhã desta segunda-feira a Porto Alegre, com uma
marcha que reuniu cerca de 3 mil pessoas em uma das principais
vias de acesso da capital gaúcha.
Os grupos que vieram à cidade para apoiar o ex-presidente
durante o julgamento esperam para hoje à tarde uma decisão de
Lula sobre sua vinda na terça-feira à cidade.
"O presidente já nos manifestou seu desejo de vir para a
caminhada de amanhã (terça) a partir da esquina democrática",
disse à Reuters o ex-ministro Alexandre Padilha, que coordena a
organização das manifestações em Porto Alegre. "Ele iria se
reunir com seus advogados par tomar uma decisão."
Lula não irá ficar para o julgamento. Sua intenção é
acompanhar a sessão na sede do partido em São Paulo ou em São
Bernardo do Campo (SP), acompanhado de outros petistas de alto
escalão. Mas, nesta segunda-feira, confirmou Padilha, equipes de
segurança do ex-presidente estiveram em Porto Alegre para fazer
um levantamento das condições para Lula ser recebido.
Na marcha desta manhã, estavam, além de Padilha, a
presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman, o e o deputado Paulo
Pimenta, entre outros petistas conhecidos. A caminhada passou
pelo centro de Porto Alegre e chegou até o anfiteatro Por do
Sol, uma área aberta, às margens do rio Guaíba, a cerca de um
quilômetro do TRF-4, onde os manifestantes ficarão acampados.
Homens da Força Nacional de Segurança e da Brigada Militar
já patrulham a região do TRF-4 desde a semana passada.
O secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, César
Schirmer, detalhou, em entrevista nesta segunda, o esquema
preparado para o julgamento. Segundo ele, haverá um bloqueio por
terra, pelo ar e pelo rio –que fica próximo ao prédio– a
partir do final da tarde de terça-feira.
Além disso, todas as repartições públicas que ficam na área
–inclusive a Câmara de Vereadores– não terão expediente nos
dias 23 e 24.
"Democracia pressupõe o direito de manifestação, dentro dos
limites da lei e do Estado de Direito. Nosso propósito é
garantir esse direito à manifestação dentro dos princípios
constitucionais", disse Schirmer.
Os manifestantes favoráveis ao presidente poderão chegar até
cerca de 600 metros do tribunal, mas não poderão entrar no
perímetro cercado –aproximadamente quatro quadras em torno do
tribunal.
Já os manifestantes contrários ao ex-presidente marcaram um
evento para comemorar uma eventual condenação de Lula no final
da tarde do dia 24 do outro lado da cidade, no Parque Moinhos de
Vento, área nobre de Porto Alegre.

(Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; +55.61.34267000;
Reuters Messaging:
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