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PEQUIM, 4 Mai (Reuters) – Uma série de dados chineses nas
próximas semanas deve mostrar que a segunda maior economia do
mundo permaneceu forte em abril, sustentada por uma recuperação
da produção industrial e das exportações apesar das crescentes
tensões comerciais com os Estados Unidos.
O sólido crescimento em áreas-chave da economia deve ajudar
a tranquilizar os mercados financeiros depois que dados mais
brandos que o esperado em março sugeriram que a economia poderia
estar perdendo força.
A economia da China cresceu a um ritmo ligeiramente superior
ao previsto de 6,8 por cento no primeiro trimestre, mas os
economistas ainda esperam que o crescimento diminua
significativamente até o final do ano.
Os riscos ao crescimento doméstico devido aos maiores custos
de empréstimos e pela desaceleração do mercado imobiliário estão
sendo agravados pela deterioração do relacionamento comercial e
econômico da China com os EUA.
Os dois lados chegaram a um consenso em algumas áreas de sua
disputa comercial em conversas em Pequim nesta semana, mas ainda
estão relativamente distantes de outras questões, informou a
mídia estatal chinesa.
As exportações chinesas devem ter aumentado 6,3 por cento em
abril na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo
pesquisa da Reuters com 33 economistas, recuperando-se de uma
queda de 2,7 por cento em março.
O crescimento das importações provavelmente subiu
ligeiramente para 16 por cento em abril, produzindo um superávit
comercial de 24,7 bilhões de dólares após um raro déficit no mês
anterior.
A produção industrial provavelmente também subiu 6,3 por
cento, depois de crescer ao ritmo mais lento em sete meses em
março, mostrou a pesquisa.
As taxas de crescimento para o investimento em ativos fixos
e as vendas no varejo provavelmente pouco mudaram em abril a
partir de março, disseram economistas.
Na frente de crédito, os novos empréstimos dos bancos
provavelmente totalizaram 1,1 trilhão de iuanes (172,96 bilhões
de dólares) em abril, apenas um pouco abaixo do patamar de
março.
Os tradicionais empréstimos bancários têm se mantido
robustos neste ano conforme o governo prossegue com a repressão
a práticas de financiamento mais arriscadas.
Espera-se que a inflação ao consumidor tenha diminuído pelo
segundo mês consecutivo para 2,1 por cento, enquanto a inflação
ao produtor provavelmente subiu depois de cinco meses de queda.
(Por Elias Glenn)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH MA


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