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Prévia da inflação oficial no acumulado até novembro é a menor desde 1998

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Em dia de feriado de Ação de Graças nos EUA, os mercados perderam muito da liquidez e também referencial de preços nos mercados. Comportamento misto e oscilações pequenas nos mercados da Europa e B3 conseguindo reduzir perdas ao longo da parte da tarde.

O dia foi marcado pela divulgação da prévia da inflação medida pelo IPCA-15 de novembro com inflação desacelerando para 0,32%, de anterior em 0,34%. No ano, a inflação acumulada está em 2,58% e em 12 meses em 2,77%. No ano, a menor inflação acumulada desde 1998. Energia subiu no período 0,42% e foi o maior impacto. Preços livres tiveram variação zero e alimentos e bebidas encolheram 0,25%. O IPC-S da terceira quadrissemana de novembro subiu para 0,32% de anterior em 0,30%.

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A FGV anunciou o monitor do PIB com expansão no terceiro trimestre de 0,1% e no comparativo com o terceiro trimestre de 2016, expansão de 1,3%. O Bacen em contato com analistas em São Paulo apurou otimismo com o comportamento da inflação, mas preocupação e incerteza com o nível de atividade.

O Bacen anunciou que os investimentos diretos no país cresceram US$ 8,2 bilhões em outubro, acumulando em 12 meses, 83,3 bilhões, algo como 4,14% do PIB. O saldo em conta corrente foi positivo em US$ 343 milhões, mas com déficit em 12 meses de US$ 9,6 bilhões. O bom é que os investimentos diretos cobrem com grande folga o déficit em conta corrente. Anunciou ainda que o fluxo cambial até 21 de novembro estava negativo em US$ 2,4 bilhões.

O dia foi marcado por discussões sobre a reforma da Previdência, depois do jantar de ontem com o presidente Temer. Alguns analistas indicam que a adesão foi boa e outros dizem que a ausência de alguns partidos comprometeu. O STF está julgando fórum privilegiado e a tendência é de restringir acesso. Na sequência dos mercados, os DIs tiveram dia de boa queda dos juros para vencimentos mais líquidos e o dólar encerrou em queda de 0,19% e cotado a R$ 3,222. Na B3, os investidores estrangeiros na sessão de 21 de novembro, retiraram recursos no montante R$ 17,0 milhões deixando o acumulado do ano com ingressos de R$ 10,2 bilhões.

No cenário externo, ficamos sabendo pela ata que no BCE (BC Europeu) os membros divergiram sobre a data de término do programa de flexibilização e o BCE ainda anunciou que reduziu o volume de empréstimos emergenciais para a Grécia. A agência de classificação de risco, Fitch, manteve o rating da África do Sul em BB+ com perspectiva estável.

Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,93%, com o barril cotado a US$ 58,56. O euro era transacionado em alta para US$ 1,185 e notes americanos de 10 anos comparados com juros em 3,22%. O minério de ferro teve dia de alta de 3,87%, com a tonelada em US$ 67,69.

No mercado acionário, dia de quase estabilidade para a bolsa de Londres (engolindo queda) encerrando com perda de 0,02%. Paris registrou alta de 0,50% e Frankfurt com -0,05%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,03% e 0,37%. Na B3, faltando poucos minutos para encerramento, o Ibovespa tinha queda de 0,18% em 74383 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC da Fipe da terceira quadrissemana de novembro e a confiança da indústria. O Bacen mostra a nota de política monetária e crédito de outubro. Nos EUA, teremos o PMI da atividade industrial e de serviços.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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