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Por James Oliphant e John Whitesides
WASHINGTON, 7 Dez (Reuters) – Uma pressão intensa e contínua
de evangélicos dos Estados Unidos ajudou a induzir o presidente
norte-americano Donald Trump a decidir reconhecer Jerusalém como
capital de Israel e transferir a embaixada dos EUA para lá no
futuro, disseram ativistas.
Embora Trump não tenha renovado a promessa da transferência,
os assessores cristãos conservadores do presidente republicano
insistiram no assunto de forma constante em reuniões de praxe na
Casa Branca, segundo ativistas conservadores.
"Não tenho dúvida de que os evangélicos desempenharam um
papel significativo nesta decisão", disse Johnnie Moore, pastor
da Califórnia que atua como porta-voz de um conselho de
evangélicos de destaque que aconselham a Casa Branca. "Não
acredito que isso teria acontecido sem eles."
A Casa Branca não respondeu a pedidos de comentário.
Muitos evangélicos norte-americanos expressam grande
solidariedade com os conservadores de Israel e sentem uma
conexão com o Estado judeu baseada na Bíblia.
Há tempos os cristãos conservadores argumentam que
reconhecer formalmente Jerusalém, que abriga santuários judeus,
muçulmanos e cristãos, é algo que já deveria ter ocorrido desde
um mandato congressual de 1995 que determina a mudança da
embaixada de Tel Aviv. Eles encontraram em Trump e no
vice-presidente dos EUA, Mike Pence, sua plateia mais
acolhedora.
Os esforços dos ativistas incluíram uma campanha de emails
lançada pelo grupo Minha Fé Vota. O grupo é presidido por Mike
Huckabee, ex-candidato presidencial republicano e pai de Sarah
Huckabee Sanders, porta-voz da Casa Branca.
O grupo publicou um formulário em seu site e incentivou as
pessoas a contatarem a Casa Branca para pressionar pelo
reconhecimento de Jerusalém como capital israelense.
Outro grupo evangélico, os Líderes Cristãos Americanos por
Israel, que inclui os ativistas conservadores Gary Bauer e Penny
Nance, enviou uma carta a Trump alertando que o tempo é uma
questão crucial na transferência da embaixada.
A decisão de Trump foi criticada por líderes palestinos e
outros da comunidade internacional, que temem que a medida
desencadeie tumultos na região. Os palestinos querem Jerusalém
Oriental como a capital de seu futuro Estado.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753))
REUTERS AAJ


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