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DUBAI,5 Mai (Reuters) – O presidente iraniano, Hassan
Rouhani, criticou a proibição imposta pelo Judiciário do país ao
popular aplicativo de mensagens Telegram, e disse que a medida
foi "o oposto da democracia".
O Irã bloqueou o Telegram –amplamente usado pela população
iraniana, pela imprensa estatal, políticos e empresas– no
início da semana para proteger a segurança nacional, segundo a
televisão estatal, semanas após um ato semelhante da Rússia.
O Irã considerava o bloqueio desde janeiro, quando protestos
relacionados a dificuldades econômicas surgiram em mais de 80
cidades e depois se tornaram manifestações contra as elites
religiosas e militares.
Algumas autoridades dizem que manifestantes usaram o
Telegram para organizar protestos, que foram contidos pela
Guarda Revolucionária e por seus afiliados da milícia voluntária
Basij. O aplicativo foi temporariamente bloqueado em janeiro.
"Não cumprir procedimentos legais, uso de força e dos meios
judiciais é… o oposto da democracia", disse Rouhani, um
clérigo pragmático que defende aumentar as liberdades sociais,
em uma mensagem publicada no Instagram na noite de sexta-feira.
"A filtragem e o bloqueio do Telegram não foram feitos pelo
governo, que não aprova isso", disse Rouhani, que já se colocou
como contrário às restrições às redes sociais.
Os poderes de Rouhani são limitados pelos do líder supremo
do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que é mais próximo dos
conservadores e linhas-dura que comandam o Judiciário.
Os clérigos xiitas iranianos estão cautelosos com o
ressurgimento de distúrbios antigoverno caso o presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, se recuse a estender a suspensão
das sanções ao Irã no dia 12 de maio, um prazo que ele
estabeleceu para que os signatários europeus do acordo nuclear
de 2015 com o país "consertem as falhas" no documento.
A filtragem do governo previne que os iranianos acessem
muitos sites de Internet com a justificativa oficial de que são
ofensivos ou criminosos. Mas muitos iranianos burlam os
bloqueios utilizando softwares VPN, que disponibilizam links
criptografados para redes de outros países, permitindo que uma
rede de um computador se comporte como se ele estivesse baseado
em outro país.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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