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QUITO, 17 Abr (Reuters) – O presidente do Equador, Lenín
Moreno, fez um ultimato na segunda-feira para que o líder do
grupo armado que sequestrou e assassinou dois jornalistas
equatorianos e seu motorista na fronteira com a Colômbia se
entregue à Justiça em um prazo de 10 dias, ou enfrente a morte.
O governo do Equador mantém operações militares conjuntas
com a Colômbia em sua fronteira compartilhada para capturar
Walter Artízala, conhecido como "Guacho", acusado de sequestrar
e assassinar uma equipe de reportagem do jornal El Comercio.
"Damos 10 dias para que Guacho se entregue, esse criminoso
desumano, que se entregue à Justiça ou que, caso contrário,
acompanhe nossos queridos irmãos em seu trânsito, mas
naturalmente, com outra direção", disse Moreno durante evento na
cidade de Manta.
"Escolheu mal o cenário, escolheu mal o inimigo… Somos um
país de paz e assim queremos continuar, a qualquer custo",
acrescentou.
Artízala é o líder da Frente Oliver Sinisterra, um grupo
dissidente das antigas Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia (Farc) que não aceitou os termos do acordo de paz
firmado com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em 2016
para acabar com o conflito que já durava mais de meio século.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP PF


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