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Presidência do FED, minério de ferro em alta e negociações destravadas no Brexit

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O otimismo de ontem no mercado local pode ser mantido na sessão de hoje, desde que as boas notícias sobre a reforma da Previdência continuem a circular. Os mercados reagiram em alta em todo o mundo a partir de negociações destravadas do Brexit (faltam dois ou três pontos a serem acertados na semana), Angela Merkel da Alemanha negociando coalisão e reforma tributária de Trump com boas chances de ser aprovada em 2017.

No Brasil, o governo se fortaleceu a partir do jantar de domingo na casa do presidente da Câmara e Rodrigo Maia se diz otimista com a reforma da Previdência. Chega a falar em 330 votos de toda a base de apoio, o que daria boa folga. O governo divulga que 75% dos trabalhadores não serão afetados pelas mudanças e que os demais 25% tem voz e são grupos organizados fazendo barulho.

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Hoje mercados em queda na Ásia, Europa fraca mas com algumas bolsas em alta e futuros do mercado americano com comportamento misto. No Brasil, há espaço para seguir em alta visando o patamar de 75100 pontos, quando adquiriria maior consistência. Porém, será preciso que o noticiário favorável prossiga, especialmente no que tange à reforma da Previdência.

Hoje foi dia de divulgação de indicadores PMI da atividade de serviços em diferentes países. Na China, o PMI de novembro subiu para 51,9 pontos, vindo de 51,2 pontos. No Japão, o índice caiu para 51,2 pontos de anterior em 53,4 pontos. Na Alemanha, queda para 54,3 pontos de previsão em 54,9 pontos, na zona do euro alta para 56,2 pontos e composto (inclui indústria) em alta para 57,5 pontos.

No Reino Unido, esse mesmo indicador para novembro caiu para 53,8 pontos, mas convém lembrar que índices acima de 50 pontos mostram expansão da atividade e abaixo contração. Todos ficaram acima de 50 pontos. Na Austrália, o banco central manteve a taxa de juros estabilizada na mínima de 1,5%, mas mudou o tom para mais duro com relação a inflação.

Na África do Sul, o PIB do terceiro trimestre anualizado ficou em 2,0%. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo mostrava queda de 0,47%, com o barril cotado a US$ 57,20. O euro era transacionado em queda para US$ 1,186 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,37%, em queda. O ouro mostra estabilidade e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas em queda na bolsa de Chicago.

No cenário local, a Petrobras anunciou pré-pagamento de empréstimos e a contratação de novos no montante de US$ 5,0 bilhões para 2027. De outra feita, economistas e membros do “tucanado” dizem que a postura de Meirelles, candidato na próxima eleição, preocupa aprovação de medidas.

O IBGE anunciou que a produção industrial de outubro cresceu 0,2% e expansão contra outubro de 2016 de 5,3%, só perdendo para a alta de abril de 2013 com 9,8%. Bens de consumo expandiram 7,2% (outubro/outubro) e intermediários em queda no mês de 0,8%. Os bens de capital cresceram no mês 1,1%. A expansão ocorreu em 15 de 24 ramos considerados.

Na sequência dos mercados, os DIs começando o dia em queda de juros para todos os vencimentos mais líquidos e o dólar em queda de 0,07% e cotado a R$ 3,24. Na B3, o dia pode ser de alta, mas mercados abrindo próximo da estabilidade. Atenção para Vale com minério em alta na China e operação de Petrobras.

Na agenda, ainda teremos a votação em comissão do senado americano de Jerome Powell para a presidência do FED.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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