Clicky

Preocupações com o travamento do governo americano e declarações de Meirelles sobre a previdência

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Começamos a semana com preocupações sobre o travamento do governo americano já que o senado não conseguiu chegar ao acordo no final da semana passada. A decisão ficou para hoje e ainda não tínhamos a decisão tomada. Porém, os senadores acreditam que possa existir consenso e um prolongamento do financiamento até 08 de fevereiro.

Isso acabou movimentando o mercado americano no sentido da alta a partir do meio da tarde, o que acabou ajudando no Brasil, mas com a queda do petróleo no mercado internacional pesando sobre as ações de Petrobras e, queda das ações de Vale.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Logo cedo, o ministro Meirelles que está em Davos, deu entrevista falando sobre a economia em recuperação (repetindo últimas declarações, mas deixou implícita a possibilidade de a Previdência só ser avaliada no pós-eleições). Foi muito criticado por seus pares de ministérios especialmente Baldy e Marun que pensam que a reforma da Previdência deve ser tentada agora. Tanto Meirelles como Temer vão tentar vender o Brasil para investidores no exterior, e o FMI que elevou a expectativa de crescimento global para 3,9%, ajudou um pouco projetando melhora para o Brasil em 2018 para
1,9%, quando a expectativa da Focus está em 2,70%.

Aliás, a pesquisa semana Focus do Bacen veio com poucas mudanças, e destacamos o PIB de 2019 com expectativa de expansão de 2,99% (anterior em 2,80%). A produção industrial é que caiu na perspectiva de 2018 (3,15%) e subiu para 2019 (3,04%). Na sequência, o saldo da balança comercial até a terceira semana de janeiro, mostrava superávit de US$ 1,84 bilhão. O secretário da Previdência mostrou o déficit do INSS em 2017 de R$ 182,4 bilhões, e considerando os servidores, déficit de R$ 268,8 bilhões. Estimou que o déficit do INSS em 2018 pode ser de R$ 192,8 bilhões. Destacou que em
2017, o déficit cresceu 21,8%.

Na sequência do mercado doméstico, os DIs fecharam com leve viés de alta dos juros e o dólar oscilou bastante e fechou em alta de 0,25%, cotado a R$ 3,21. Na B3, mais um dia de ingresso de recursos de investidores estrangeiros na sessão de 18 de fevereiro, no montante de R$ 382 milhões, deixando o saldo acumulado do mês em R$ 5,3 bilhões, algo como 40% de tudo que ingressou em 2017.

No cenário externo, ainda não tínhamos informação sobre a posição do senado americano sobre elevação do teto da dívida ou alongamento de prazo. O FED Chicago mostrou o índice de atividade nacional em alta para 0,27 pontos em dezembro, vindo no mês anterior de 0,11 pontos.

Na Catalunha, o líder do parlamento indicou Puigdemont candidato ao cargo de primeiro ministro. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,11%, com o barril cotado a US$ 63,30. O euro era transacionado em alta para US$ 1,225 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,66%. O ouro e a prata negociados em queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto.

No mercado acionário, dia de recuperação das bolsas europeias, exceção para Londres em queda de 0,20%. Paris registrou alta de 0,28% e Frankfurt com +0,22%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,92% e 0,59%. No mercado americano, faltando uma hora e meia para encerramento, alta do Dow Jones de 0,18% e Nasdaq com +0,60%. Na B3, meia hora antes do encerramento, alta de 0,38% e índice em 81527 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o anúncio do IPCa-15 (prévia da inflação oficial de janeiro) e o IPC-S da terceira quadrissemana de janeiro. Nos EUA, a sondagem industrial de Richmond e discurso de Evans do FED de Chicago.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


Assuntos desta notícia