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Por Cecile Mantovani e Isla Binnie
GENEBRA/MADRI, 3 Mai (Reuters) – O grupo separatista basco
ETA anunciou nesta quinta-feira que se dissolveu completamente e
encerrou todas as suas atividades, pondo fim a uma campanha de
violência por toda a Espanha que deixou cerca de 850 mortos.
Em Madri, porém, o primeiro-ministro espanhol, Mariano
Rajoy, disse que não haverá impunidade para o ETA e que o
governo continuará perseguindo ex-militantes.
"Seja lá o que for que decidam fazer nos próximos dias, nada
mudará a realidade inquestionável: todo o projeto do ETA foi um
fracasso retumbante e enfático", disse Rajoy.
Em uma carta lida na sede de um grupo de resolução de
conflitos sediado em Genebra, o ETA, fundado para lutar por um
Estado independente no norte da Espanha e no sul da França,
disse que sua jornada chegou ao fim.
"Nós a tomamos, esta última decisão, para fomentar uma nova
fase histórica", disse a carta, assinada Euskadi Ta Askatasuna
(País Basco e Liberdade).
"O ETA nasceu do povo e agora é reabsorvido pelo povo",
afirmou a carta lida por David Harland, diretor do Centro para o
Diálogo Humanitário.
O centro já havia facilitado conversas discretas entre o ETA
e o governo do ex-premiê José Luis Zapatero em 2004.
O ETA anunciou a decisão de encerrar seus ataques em 2011, e
em 2017 entregou mais de 3,5 toneladas de armas, encerrando a
última grande campanha militante da Europa Ocidental.
O grupo comunicou que se dissolveu completamente em uma
carta publicada pelo jornal espanhol online El Diario na
quarta-feira.
Mas Rajoy deixou claro que seu governo considera o ETA como
nada mais que criminosos.
"O ETA não encontrará nem um vislumbre de impunidade por
seus crimes. Pode anunciar seu desaparecimento, mas seus crimes
não desaparecerão, nem o trabalho da justiça de rastreá-los e
puni-los", disse ele aos repórteres depois de um discurso de
inauguração de um centro de treinamento da Guarda Civil em
Logroño, no norte da Espanha.
O ETA foi formado em Madri em 1959 por estudantes revoltados
com a ditadura repressora do general Francisco Franco.
Com o retorno da democracia, após a morte de Franco em 1975,
e a conquista de uma grande autonomia para o País Basco, os
ataques do ETA contra a população geral horrorizaram as pessoas
e erodiram seu apoio, e operações eficazes das polícias francesa
e espanhola o enfraqueceram.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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