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Por Stanley White e Tetsushi Kajimoto
TÓQUIO, 12 Mar (Reuters) – O primeiro-ministro do Japão,
Shinzo Abe, e seu aliado mais próximo, o ministro das Finanças,
Taro Aso, se tornaram alvos de uma pressão crescente nesta
segunda-feira devido ao suposto acobertamento de um escândalo de
nepotismo que vem atormentando o premiê há mais de um ano.
Cópias de documentos vistos pela Reuters mostram que
referências a Abe, à sua esposa e a Aso foram retiradas de
registros do Ministério das Finanças que tratam da venda de
terras do governo com desconto a um administrador escolar ligado
à esposa de Abe, Akie.
Abe, atualmente em seu sexto ano no cargo, negou que ele e a
esposa tenham prestado favores ao administrador escolar Moritomo
Gakuen e disse que renunciará caso se encontrem provas de que o
fizeram.
As referências editadas vistas pela Reuters não parecem
indicar que Abe ou sua esposa intervieram diretamente no
negócio.
A suspeita de acobertamento pode afetar o índice de
aprovação de Abe e acabar com sua esperança de cumprir um
terceiro mandato como líder de seu Partido Liberal Democrata
(PLD). A vitória em uma votação que renovará a liderança do PLD
em setembro pode encaminhá-lo para se tornar o premiê mais
longevo do Japão.
As dúvidas também estão criando pressão para sua renúncia.
"Isso poderia abalar a confiança na administração como um
todo. Sinto-me fortemente responsável como chefe da
administração", disse Abe aos repórteres depois que o Ministério
das Finanças relatou os documentos alterados.
"Peço desculpas a todo o povo".
Abe disse querer que Aso se empenhe em esclarecer todos os
fatos e faça com que tais coisas não se repitam.
Em uma coletiva de imprensa separada, Aso disse que vários
funcionários da divisão de seu ministério a cargo da venda se
envolveram na adulteração dos documentos para fazê-los se
conformarem aos testemunhos dados pelo então chefe da divisão ao
Parlamento.
"Ficou claro que houve um acobertamento e uma falsificação",
disse o líder do opositor Partido Democrático, Yuichiro Tamaki,
aos repórteres, opinando que Aso deveria renunciar e que o
Parlamento deveria realizar audiências sobre o caso.
Aso, de 77 anos, que também é vice-premiê e cujo apoio é
vital para Abe, pediu desculpas pelas ações de sua pasta, mas
disse não ter intenção de renunciar.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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