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Por Tarek Amara
TÚNIS, 9 Jan (Reuters) – O primeiro-ministro da Tunísia,
Youssef Chahed, buscou acalmar nesta terça-feira manifestantes
que têm protestado contra medidas de austeridade com a promessa
de fim às dificuldades econômicas, um dia após um manifestante
ser morto em confronto com a polícia.
Na segunda-feira, houve protestos em mais de 10 cidades pela
Tunísia contra aumentos de preços e de impostos ordenados pelo
governo para reduzir um crescente déficit e uma crise econômica.
Um manifestante foi morto em Tebourba, cidade a 40 quilômetros
de Túnis.
Khelifa Chibani, porta-voz do Ministério do Interior, disse
que 44 pessoas foram presas por posse de armas, provocar
incêndios em prédios do governo e roubar lojas.
Chahed disse a repórteres que embora as manifestações sejam
aceitáveis, a violência não é.
"As pessoas precisam entender que a situação é
extraordinária e que o país possui dificuldades, mas nós
acreditamos que 2018 será o último ano difícil para os
tunisianos", disse Chahed.
A insatisfação tem crescido desde que o governo informou
que, a partir de 1º de janeiro, iria aumentar o preço da
gasolina e os impostos sobre carros, ligações telefônicas,
internet, acomodações de hotéis e outros itens como parte de
medidas de austeridade concordadas com credores estrangeiros.
"O que aconteceu não tinha nada a ver com democracia e
protestos contra aumento de preços… Os manifestantes de ontem
queimaram dois postos policiais, eles roubaram lojas, bancos e
danificaram propriedades em diversas cidades", disse o porta-voz
Chibani.
Os protestos foram menores comparados a agitações anteriores
vistas na Tunísia desde a queda do governante autocrata Zine
El-Abidine Ben Ali, em 2011. Mas confrontos prévios entre o
governo, sindicatos trabalhistas, islâmicos e forças seculares
também começaram menores, e depois cresceram.
A economia da Tunísia está em crise desde que um levante em
2011 destituiu o governo e dois grandes ataques militantes em
2015 prejudicaram o turismo, que representa 8 por cento do PIB.

(Reportagem de Tarek Amara e Ulf Laessing)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF

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