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Por Tom Westbrook
SYDNEY, 15 Fev (Reuters) – O primeiro-ministro da Austrália,
Malcolm Turnbull, proibiu nesta quinta-feira sexo entre
ministros e funcionários, e se voltou contra seu vice pelo "erro
chocante de avaliação" de ter tido um caso com uma secretária de
imprensa.
O vice-premiê Barnaby Joyce, católico que fez campanha em
prol dos "valores familiares" e foi casado durante 24 anos, está
esperando um filho com sua ex-funcionária para abril.
Turnbull denunciou o caso em uma coletiva de imprensa em
Canberra após uma semana na qual o escândalo provocou caos em
seu governo e tensionou a aliança entre seu Partido Liberal e o
Partido Nacional, de Joyce.
Ele não chegou a destituir Joyce, já que sua maioria de
apenas um assento no Parlamento ficaria ameaçada se o vice fosse
expulso.
Mas Turnbull disse que o escândalo deu ensejo a mudanças já
tardias nas regras de conduta ministeriais, e anunciou novos
padrões bastante semelhantes a uma proibição a relacionamentos
entre parlamentares e funcionários adotada pelo Congresso dos
Estados Unidos na semana passada.
"Em 2018, não é aceitável um ministro ter um relacionamento
sexual com alguém que trabalha para ele. É uma prática muito
ruim no ambiente de trabalho. E todos sabem que nada de bom sai
disso", afirmou.
"Ministros, independentemente de serem casados ou solteiros,
não devem se envolver em relacionamentos sexuais com
funcionários. Fazê-lo constituirá um rompimento das normas".
O premiê disse que as mudanças entram em vigor "a partir de
hoje", e que Joyce "terá que refletir sobre sua própria posição"
como líder do Partido Nacional.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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