Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Andrea Shalal
BERLIM, 22 Nov (Reuters) – A União Social-Democrata da
Alemanha (SPD, na sigla em alemão) sofreu pressão nesta
quarta-feira para cogitar procurar os conservadores da chanceler
Angela Merkel e debater uma coalizão de governo para resolver a
pior crise política da história alemã moderna.
Uma autoridade do Partido Democratas Livres (FDP), uma sigla
menor, também aventou a possibilidade de ressuscitar as
conversas sobre uma coalizão com os conservadores e os Verdes,
que fracassaram no final de semana e provocaram temores europeus
de um impasse na potência econômica e política da União Europeia
– mas mais tarde o chefe da sigla pareceu descartar a ideia.
Os sinais de uma possível flexibilidade surgiram depois que
o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, em um gesto
inédito para o ocupante de um cargo essencialmente simbólico,
interveio para defender conversas que poderiam evitar a
convocação de uma eleição antecipada problemática.
O líder do SPD, Martin Schulz, cujo partido governava como
parte da coalizão sob o comando de Merkel desde 2013, quer ir
para a oposição desde que a eleição de setembro reduziu seu
apoio a seu nível mais baixo desde a formação da república alemã
moderna em 1949.
Mas o jornal Bild disse que 30 dos 153 parlamentares do SPD
questionaram essa posição nesta semana em uma reunião da
legenda.
Johannes Kahrs, integrante do SPD e porta-voz do Seeheimer
Circle, uma ala conservadora do partido, exortou Schulz a manter
a mente aberta quando se encontrar com Steinmeier na
quinta-feira.
Kahrs disse ao jornal Passauer Neue Presse que o fiasco das
conversas sobre uma coalizão mudou a situação. "Não podemos
simplesmente dizer ao presidente alemão 'Lamentamos, acabou'".
Segundo o Bild, o ministro das Relações Exteriores, Sigmar
Gabriel, que transferiu a liderança do SPD a Schulz e assumiu a
chancelaria neste ano, também é favorável a uma retomada da
grande coalizão.
A Alemanha, tradicionalmente um bastião de estabilidade da
UE, pode enfrentar meses de estagnação política, o que
complicaria mais uma iniciativa de reformas na governança da
zona do euro e políticas de defesa e concessão de asilo do
bloco.
Merkel, que continua como chanceler interina até um governo
ser formado, disse que preferiria trabalhar com o SPD. Se isso
não der certo, seria a favor de novas eleições ao invés de um
governo de minoria instável.
Nicola Beer, secretária-geral do pró-empresariado FDP, disse
à emissora NTV que sua sigla não descartaria retomar as
tratativas sobre uma coalizão tripartite se os conservadores de
Merkel e os Verdes oferecessem um "pacote completamente novo" de
propostas – mas o chefe do partido, Christian Lindner, disse à
revista Spiegel: "No futuro previsível, é impossível imaginar
uma cooperação com os Verdes no nível federal".
Uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira mostrou que
metade dos alemães gostaria de novas eleições e que um quinto
apoiaria um governo de minoria.
(Reportagem adicional de Michael Nienaber e Andreas Rinke)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


Assuntos desta notícia