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Por Arshad Mohammed
WASHINGTON, 13 Out (Reuters) – A Rússia criticou nesta
sexta-feira a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, de encerrar o acordo nuclear com o Irã, e a União
Europeia defendeu o pacto, enquanto Israel e Arábia Saudita
saudaram a posição de confronto dirigida a Teerã.
Em um discurso amplamente esperado, Trump afirmou que não
iria certificar o acordo entre o Irã, seis potências mundiais e
a União Europeia, sob o qual Teerã se comprometeu a frear seu
programa nuclear em troca de um afrouxamento das sanções.
Seu posicionamento o colocou em lado oposto ao de
aliados-chave dos Estados Unidos, incluindo Grã-Bretanha, França
e Alemanha, que, assim como a Rússia e a China, foram as
principais potências envolvidas nas negociações para o acordo
com o Irã junto à União Europeia.
Em Bruxelas, a chefe da política externa da UE, Federica
Mogherini, disse que Washington não poderia unilateralmente
cancelar o acordo.
"Não podemos pagar como comunidade internacional para
desmantelar um acordo nuclear que está funcionando", afirmou
Federica, que presidiu as etapas finais das conversas sobre o
acordo.
"Este acordo não é um acordo bilateral… A comunidade
internacional, e a União Europeia com ela, indicou claramente
que o acordo deve, e deverá, continuar a vigorar", disse a
jornalistas.
Líderes da Grã-Bretanha, França e Alemanha divulgaram
comunicado conjunto alertando os Estados Unidos contra a tomada
de decisões que possam prejudicar o acordo nuclear com o Irã,
como voltar a impor sanções.
Os três líderes desses países também disseram compartilhar
as preocupações dos EUA sobre o programa de míssil balístico
iraniano e atividades regionais e se declararam prontos a
trabalhar junto com o governo norte-americano em relação a essas
questões.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou em um
comunicado divulgado após o discurso de Trump que não há espaço
na diplomacia internacional para ameaças e retórica agressiva, e
que tais métodos estão fadados ao fracasso.
O ministério afirmou que a decisão de Trump de não
certificar um acordo internacional sobre o programa nuclear do
Irã não teria um impacto direto na implementação do tratado, mas
vai contra a sua essência.
Não houve reação imediata da China, embora Alexei Pushkov,
parlamentar pró-Kremlin, tenha dito que nem Moscou nem Pequim
apoiavam a posição de Trump.
O presidente norte-americano, no entanto, obteve apoio de
Israel e Arábia Saudita.
"O presidente Trump acaba de criar uma oportunidade de
consertar esse acordo ruim, de reverter as agressões do Irã e de
confrontar seu apoio criminoso ao terrorismo", disse o
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em uma
declaração em vídeo.
A Arábia Saudita também saudou o que chamou de "estratégia
decisiva" de Trump contra o Irã e disse que o afrouxamento das
sanções permitiu que Teerã desenvolvesse seu programa de mísseis
balísticos, intensificasse seu apoio a grupos militantes
incluindo Hezbollah e houthis, no Iêmen, e atacasse rotas
marítimas globais.
O governo de Riad disse em comunicado que apoia o acordo
nuclear, "mas o Irã tomou vantagem do ganho econômico com o
levantamento das sanções e usou isso para continuar a
desestabilizar a região".
(Reportagem de Robin Emmott em Bruxelas, Steve Holland em
Washington; John Irish, Michel Rose e Marine Pennetier em
Paris, Stephen Kalin em Riad; Christian Lowe em Moscou e Dan
Williams em Jerusalém)
((Tradução Redação Brasília; 5561 3426 7022))
REUTERS MCM MPP


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