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BRUXELAS, 13 Nov (Reuters) – Os ministros das Relações
Exteriores da União Europeia aprovaram sanções econômicas contra
a Venezuela, incluindo um embargo de armas, nesta segunda-feira,
argumentando que as eleições regionais venezuelanas do mês
passado aprofundaram a crise no país sul-americano.
Atentos a não levarem a Venezuela ainda mais perto do
colapso econômico e político, governos da UE evitaram mirar
quaisquer indivíduos, deixando nomes para uma fase posterior
para tentar persuadir o presidente venezuelano, Nicolás Maduro,
a acalmar a situação.
"Tudo que fazemos visa buscar um diálogo entre o governo e a
oposição para encontrar uma solução democrática e pacífica",
disse o chanceler espanhol, Alfonso Dastis, a repórteres em uma
reunião com seus colegas na qual a decisão sobre as sanções foi
tomada.
A Espanha vem pressionando há tempos por sanções a elementos
próximos de Maduro, que Washington acusa de ter instaurado uma
ditadura, mas a UE está dividida sobre quem punir.
Em um comunicado conjunto, todos os 28 chanceleres do bloco
disseram que a base legal para proibições de viagens de
indivíduos para a UE e o congelamento de bens no bloco "será
usada de uma maneira gradual e flexível e pode ser ampliada".
No comunicado, os ministros disseram que as eleições
regionais venezuelanas de 15 de outubro foram um divisor de
águas que endureceu a posição do bloco e que ocorreram em meio a
"numerosas irregularidades relatadas".
Os resultados pareceram favorecer o governista Partido
Socialista Unido da Venezuela (PSUV) de Maduro. Pesquisas
indicavam que a oposição conquistaria uma maioria com
facilidade, mas esta só conquistou alguns governos estaduais, de
acordo com o Conselho Nacional Eleitoral pró-governo.
Os chanceleres da UE decidirão quem submeter a sanções em
uma fase posterior, mas disseram que se concentrarão nas forças
de segurança e em ministros e instituições de governo acusados
de violações de direitos humanos e de "desrespeito aos
princípios democráticos ou ao Estado de Direito".
(Por Robin Emmott)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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