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Por Alastair Macdonald e Jan Strupczewski
BRUXELAS, 23 Nov (Reuters) – Quando Theresa May visitar
Bruxelas na sexta-feira, os negociadores da União Europeia
estarão atentos para sinais de que a primeira-ministra do Reino
Unido está se preparando para arriscar críticas em casa e
aumentar sua proposta para garantir um acordo para a desfiliação
britânica do bloco, o chamado Brexit, em dezembro.
Autoridades da UE e diplomatas dos outros 27 Estados-membros
envolvidos no processo esperam que, entre uma semana e 10 dias
depois de se reunir com o presidente do Conselho Europeu, Donald
Tusk, durante uma cúpula, May mostre avanços em três condições
essenciais para que seus colegas de bloco possam iniciar uma
nova fase de negociações do Brexit quando se reunirem nos dias
14 e 15 de dezembro.
"Não sei que espaço de manobra May tem, mas o que o podemos
ver é uma disposição para agir", disse uma autoridade graduada
da UE à Reuters. Outra autoridade falou dos esforços para
acertar a "coreografia" de um acordo ao longo das três próximas
semanas, incluindo um possível "relatório conjunto" do bloco e
do Reino Unido sobre acordos temporários para destravar as
conversas sobre o comércio.
"Sinto as placas tectônicas se mexendo agora", disse um
diplomata que trata do Brexit para um governo da UE. "O tempo
está acabando, e um fracasso no conselho de dezembro não
serviria aos propósitos de ninguém".
Só houve um dia de conversas de alto nível entre os dois
principais negociadores desde uma cúpula de meados de outubro
que rejeitou o pedido de May de conversas imediatas sobre um
futuro acordo comercial.
Mas as tratativas continuam acontecendo nos bastidores,
dizem participantes, antes do prazo do início de dezembro para
se fechar um acordo que pode ser plenamente formalizado pelos
líderes dos 27 governos na cúpula.
As esperanças cresceram graças a reportagens da mídia
britânica segundo as quais a premiê obteve o apoio de radicais
pró-Brexit de seu gabinete para aumentar o valor de um acerto
financeiro relativo ao que o Reino Unido deverá pagar ao bloco
quando deixá-lo em março de 2019.
"Se houver vontade política no Reino Unido, deveremos estar
prontos", disse uma autoridade de alto escalão da UE, mas
alertando que nada está sendo visto como garantido.
O espaço de manobra de May para firmar um acordo que
agradaria o empresariado, mas irritaria os britânicos que querem
um rompimento maior com Bruxelas, é limitado – e Alemanha e
França, as maiores potências do bloco, têm adotado uma postura
rígida até agora.
Como a chanceler alemã, Angela Merkel, está ocupada com uma
tentativa de formar uma nova coalizão de governo, May não pode
contar com muita atenção sua para ajudar a acertar um pacto,
disseram vários diplomatas, tornando bastante possível que
dezembro termine em um impasse.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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