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ANCARA, 5 Dez (Reuters) – O presidente da Turquia, Tayyip
Erdogan, disse nesta terça-feira que a Turquia poderia chegar a
romper os laços diplomáticos com Israel se os Estados Unidos
reconhecerem Jerusalém formalmente como a capital israelense,
medida que seria uma "linha vermelha" para os muçulmanos,
afirmou.
Autoridades dos EUA disseram que é provável que o presidente
Donald Trump faça um discurso na quarta-feira reconhecendo
Jerusalém como capital do Estado judeu unilateralmente, um gesto
que romperia com décadas de política norte-americana para o
conflito e poderia atiçar a violência no Oriente Médio.
Israel capturou o leste árabe de Jerusalém na Guerra dos
Seis Dias de 1967 e mais tarde o anexou, declarando a totalidade
da cidade como sua capital – uma medida não reconhecida
internacionalmente. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como
a capital de seu futuro Estado.
"Estou entristecido com as reportagens de que os EUA estão
se preparando para reconhecerem Jerusalém como capital de
Israel", disse Erdogan.
"Senhor Trump, Jerusalém é a linha vermelha para os
muçulmanos. É uma violação da lei internacional tomar uma
decisão apoiando Israel enquanto as feridas da sociedade
palestina ainda estão sangrando", disse ele durante uma reunião
parlamentar do governista Partido da Justiça e Desenvolvimento
(AKP, na sigla em turco).
"… isto pode chegar ao ponto de cortar os laços da Turquia
com Israel. Estou alertando os EUA a não darem tal passo, que
aprofundará os problemas na região".
Os porta-vozes do governo israelense não tiveram nenhuma
reação imediata, mas o ministro da Educação, Naftali Bennett,
membro destacado do governo de coalizão do primeiro-ministro,
Benjamin Netanyahu, desconsiderou os comentários de Erdogan.
"Sempre haverá aqueles que criticam, mas no final das contas
é melhor ter uma Jerusalém unida do que a simpatia de Erdogan",
disse.
(Por Ercan Gurses, Daren Butler e Ezki Erkoyun na Turquia e
Dan Williams em Jerusalém)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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