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Por Steve Holland
WASHINGTON, 30 Set (Reuters) – Donald Trump em novembro irá
para Ásia pela primeira vez desde que assumiu a presidência dos
Estados Unidos, devendo passar por Japão, Coreia do Sul, China,
Vietnã e Filipinas em uma viagem com uma agenda que deve ser
dominada pela ameaça nuclear da Coreia do Norte.
Acompanhado de sua esposa Melania, Trump viajará entre os
dias 3 e 14 de novembro e deverá participar de dois eventos
importantes: o fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico,
no Vietnã, e o conclave da Associação das Nações do Sudeste
Asiático, nas Filipinas.
A presença de Trump no evento em Manila era uma dúvida até
recentemente, com autoridades dizendo que o presidente
norte-americano estava relutante em manifestar suporte ao
presidente filipino, Rodrigo Duterte, responsável por uma série
de demonstrações anti-americanas.
Uma autoridade dos EUA disse que líderes asiáticos que se
encontraram na semana passada com Trump na Assembleia Geral das
Nações Unidas, em Nova York, ajudaram a persuadi-lo a participar
do evento com importantes aliados asiáticos.
Um diplomata asiático saudou a decisão de Trump de visitar
Manila, dizendo que "assegura a região de que a política em
relação à Ásia não se trata apenas da Coreia do Norte, mas
também do Sudeste Asiático".
O secretário de Relações Exteriores das Filipinas, Alan
Peter Cayetano, disse que o presidente Duterte estava ansioso
para se reunir com Trump, acrescentando que a relação entre os
dois países era tão resiliente que os laços sempre se recuperam,
independentemente de desentendimentos.
A passagem de Trump pela China ocorrerá após uma viagem do
presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos em abril.
Trump colocou forte pressão sobre Pequim em relação à Coreia do
Norte. Embora seus esforços tenham tido sucesso limitado até o
momento, ele agradeceu Xi na terça-feira pela colaboração.
"Eu aplaudo a China por romper todas as relações bancárias
com a Coreia do Norte – algo que as pessoas considerariam até
mesmo impensável dois meses atrás. Quero agradecer o presidente
Xi", disse Trump em uma coletiva de imprensa com o
primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy.
(Reportagem adicional de David Brunnstrom em Washington,
Phil Stewart em Pequim e Martin Petty em Manila)
((Tradução Redação São Paulo; 55 11 56447553))
REUTERS GM


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