Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abalou o acordo nuclear firmado com o Irã em 2015 nesta sexta-feira, desafiando outras potências mundiais ao decidir não confirmar que Teerã está cumprindo o pacto e alertando que pode terminar cancelando-o.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Trump anunciou a grande mudança na política norte-americana em um discurso no qual detalhou uma abordagem mais agressiva com o Irã devido a seus programas nuclear e de mísseis balísticos e seu suposto apoio a grupos extremistas do Oriente Médio.

O presidente acusou Teerã de "não estar no espírito" do pacto nuclear e disse que seu objetivo é fazer com que o regime jamais obtenha uma arma nuclear. Ele insinuou que o Irã pode estar trabalhando com a Coreia do Norte em seus programas de armas, acusação por ora sem embasamento.

"Não continuaremos por um caminho cuja conclusão previsível é mais violência, mais terror e a ameaça muito real de um surto nuclear no Irã", disse.

Embora Trump não tenha retirado os EUA do acordo, que visa a impedir que o Irã desenvolva uma bomba nuclear, ele deu 60 dias para o Congresso norte-americano decidir se retoma ou não as sanções econômicas contra Teerã que foram suspensas devido ao pacto.

Isso aumenta a tensão com os iranianos, além de colocar Washington em choque com outros signatários do acordo, como China, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha e a União Europeia.

Se o Congresso ressuscitar as sanções, os EUA estariam violando os termos do pacto e este provavelmente desmoronaria. Se os parlamentares não fizerem nada, ele continua em vigor.

Trump alertou que, se "não conseguirmos encontrar uma solução trabalhando com o Congresso e nossos aliados, o acordo será encerrado".

o presidente iraniano, Hassan Rouhani afirmou que seguirá empenhado em um acordo nuclear multinacional, desde que sirva aos interesses do país, e seu programa de mísseis balísticos se expandirá apesar da pressão dos EUA.

Em resposta ao discurso do presidente de Trump, no qual Rouhani disse que não continuaria a certificar o acordo multinacional, o iraniano afirmou ao vivo na televisão que o anúncio de Trump estava cheio de "insultos e falsas acusações" contra os iranianos.

A posisão dos EUA foi saudada por Israel.

O ministro de Inteligência israelense descreveu o discurso de Trump como "muito significativo" e disse que pode levar à guerra, dadas as ameaças iranianas que o antecederam.

A medida é parte da abordagem "A América Primeiro" de Trump para acordos internacionais, que o levou a retirar os EUA do acordo climático de Paris e das negociações comerciais da Parceria Transpacífico.

Também nesta sexta-feira o presidente republicano deu ao Departamento do Tesouro ampla autoridade para impor sanções econômicas à Guarda Revolucionária do Irã, ou entidades de sua propriedade, em resposta ao que Washington chamou de esforços para desestabilizar ou minar os adversários do regime no Oriente Médio.

(Reportagem adicional de Makini Brice, Patricia Zengerle, Jonathan Landay, Justin Mitchell, Tim Ahmann e Arshad Mohammed em Washington, Andrea Shalal em Berlim, Dmitry Solovyov em Moscou, Parisa Hafezi em Ancara e Dan Williams em Jerusalém)
2017-10-13T191731Z_1_LYNXMPED9C1O1_RTROPTP_1_EUA-TRUMP-IRA-NAOCERTIFICA.JPG urn:newsml:onlinereport.com:20171013:nRTROPT20171013191731LYNXMPED9C1O1 Trump faz discurso sobre Irã na Casa Branca OLBRTOPNEWS Reuters Brazil Online Report Top News 20171013T191731+0000 20171013T191731+0000


Assuntos desta notícia