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WASHINGTON, 7 Mai (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira sua indicada
para diretora da CIA depois que reportagens da mídia
norte-americana revelaram que ela cogitou desistir da indicação
devido a preocupações por seu suposto envolvimento em um
programa de interrogatórios da agência.
Gina Haspel deve enfrentar uma audiência de confirmação
difícil no Comitê de Inteligência do Senado, na quarta-feira, e
no final de semana o jornal Washington Post noticiou que ela
propôs que seu nome fosse desconsiderado por receio de que a
audiência prejudique a Agência Central de Inteligência (CIA).
"Minha indicada a diretora da CIA altamente respeitada, Gina
Haspel, passou a ser atacada porque foi dura demais com
terroristas… Vença, Gina!", escreveu Trump no Twitter.
Críticos da indicação de Gina apontaram para seu papel em um
programa já extinto por meio do qual a CIA deteve e interrogou
suspeitos da Al Qaeda em prisões secretas no exterior usando
técnicas amplamente repudiadas como formas de tortura, incluindo
a simulação de afogamento.
Muitos detalhes do trabalho de Gina continuam confidenciais.
Nesta segunda-feira o site Politico relatou que Gina se
reunirá com um trio de senadores democratas do Comitê de
Inteligência antes de sua audiência de confirmação.
Trump indicou Gina, que seria a primeira mulher a comandar a
agência, para o lugar de Mike Pompeo, que foi nomeado como seu
novo secretário de Estado.
(Por Makini Brice)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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