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Por Steve Holland
WASHINGTON, 8 Jun (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, recorrerá a uma mistura de charme e
pressão para convencer o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un,
a abdicar de suas armas nucleares, confiando mais em seu
instinto do que na consulta de livros para fechar um acordo,
disseram assessores e ex-funcionários do governo.
Kim, que aos 34 anos tem menos da metade da idade de Trump,
receberá uma dose concentrada do que amigos e inimigos de Trump
têm experimentado desde que ele se tornou presidente: um líder
volátil e imprevisível que pode ser amistoso ou duro,
alternadamente ou ao mesmo tempo.
A cúpula de 12 de junho em Cingapura será o primeiro
encontro pessoal entre Trump, ex-apresentador de reality show
que gosta de deixar as pessoas em suspense até o último momento,
e Kim, herdeiro de uma dinastia reclusa com um histórico de
renegar promessas de conter suas ambições nucleares.
Embora venha recebendo regularmente informes verbais e
escritos sobre o que esperar quando se reunir com Kim, Trump
confia mais em sua intuição do que em qualquer outra coisa,
segundo assessores e ex-autoridades.
Os informes vêm cobrindo desde a história familiar de Kim e
o histórico de acordos rompidos com Pyongyang até a situação dos
programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte, disse uma
fonte a par do tema.
Assessores acreditam que Trump tentará usar um toque pessoal
para criar um clima de confiança com Kim.
Os dois líderes fizeram muito para melhorar suas relações
depois de trocarem insultos e ameaças, como quem tem o maior
botão nuclear.
Trump fez muitos acordos nas décadas que passou como
empresário antes de entrar na Casa Branca 18 meses atrás, e pode
levar habilidades e técnicas diferentes às negociações, disse
uma fonte próxima do presidente.
"Mas é muito 'instinto', algo a que as pessoas não estão
acostumadas no mundo diplomático porque estão acostumadas a
consultarem notas", disse uma fonte que falou sob condição de
anonimato.
Críticos replicam dizendo que a abordagem personalista de
Trump pode ser muito arriscada para se lidar com Pyongyang, que
alarmou Washington com seus avanços rápidos em um míssil de
longo alcance capaz de atingir os EUA.
(Reportagem adicional de Matt Spetalnick, David Brunnstrom e
John Walcott)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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