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HEBRON, Cisjordânia, 7 Dez (Reuters) – Dezessete pessoas
ficaram feridas por disparos de soldados israelenses, disseram
médicos, em protestos de palestinos na Cisjordânia ocupada e na
Faixa de Gaza nesta quinta-feira, um dia depois de os Estados
Unidos reconhecerem Jerusalém como capital de Israel.
Nas cidades de Hebron e Al-Bireh, na Cisjordânia, milhares
de manifestantes protestaram aos brados de "Jerusalém é a
capital do Estado da Palestina", disseram testemunhas. Alguns
palestinos atiraram pedras nos soldados.
Um deles foi atingido por munição letal e outros 14 por
balas de borracha, relataram médicos. Uma porta-voz militar
disse que as tropas usaram "equipamento para dispersão de
tumultos" contra centenas de pessoas munidas de pedras.
Na Faixa de Gaza, dezenas de manifestantes se reuniram perto
da cerca da fronteira com Israel e atiraram pedras contra
soldados do lado oposto. Dois deles foram feridos por munição
letal e um está em estado grave, segundo médicos.
Uma porta-voz militar israelense não comentou de imediato.
As autoridades palestinas convocaram uma greve geral em
repúdio ao anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump,
sobre Jerusalém na quarta-feira.
Israel considera Jerusalém sua capital eterna e indivisível,
e os palestinos a pleiteiam como capital de um Estado
independente a ser instaurado no setor oriental da cidade, que
os israelenses capturaram na Guerra dos Seis Dias de 1967 e
anexaram, uma medida nunca reconhecida pela comunidade
internacional.
(Por Ali Sawafta em Ramallah e Nidal al-Mughrabi)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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