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Por Nidal al-Mughrabi
GAZA, 8 Jun (Reuters) – Tropas de Israel mataram quatro
palestinos e feriram centenas nesta sexta-feira com munição
letal ou gás lacrimogêneo usados contra manifestantes na
fronteira com Gaza, disseram médicos, enquanto Israel afirmou
que militantes atacaram suas forças com armas e granadas.
Os organizadores ligaram os protestos aos eventos anuais do
"Dia de Jerusalém" no Irã, que como os islâmicos do Hamas, que
domina Gaza, prega a destruição de Israel e expressou revolta
quando os Estados Unidos reconheceram Jerusalém como a capital
israelense em dezembro.
"Não existe um Estado chamado Israel que poderia ter uma
capital chamada Jerusalém", disse o porta-voz do Hamas, Fawzi
Barhoum.
Ele disse que as manifestações em Gaza, iniciadas em 30 de
março, continuarão até os palestinos terem atendida sua
exigência de direito de retorno a terras ancestrais perdidas
para Israel na guerra de 1948, ano da criação do Estado judeu.
Israel, com apoio dos EUA, descreveu os protestos como um
complô do Hamas para violar sua fronteira, e diz que suas
táticas letais foram necessárias para impedi-lo. Ao menos 124
palestinos já foram mortos por disparos do Exército israelense,
segundo médicos.
Nesta sexta-feira o Exército disse em um comunicado que
repeliu cerca de 10 mil palestinos que convergiram em cinco
pontos da divisa, alguns dos quais lançaram pedras e queimaram
pneus.
Em um local, ao menos dois palestinos atiraram contra um
posto do Exército, e outros lançaram granadas ou usaram balões
de gás hélio e pipas para enviar explosivos pelo ar através da
fronteira, disse o Exército.
Não houve baixas israelenses durante os mais de dois meses
de confrontos na divisa com Gaza, mas Israel perdeu terras de
cultivo e trechos de floresta devido a incêndios provocados por
pipas de palestinos cheias de carvão ou combustível.
(Por Nidal Almughrabi)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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