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Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – Em mais um movimento para tentar conseguir votos para aprovar a nova versão da reforma da Previdência, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) foi escolhido pelo presidente Michel Temer para assumir o cargo de ministro da Secretaria de Governo no lugar do tucano Antonio Imbassahy, disseram duas fontes do PMDB à Reuters.

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Deputado federal de primeiro mandato e aliado do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atualmente preso pela Lava Jato, Marun foi a indicação levada pela bancada do PMDB a Temer.

Com a escolha, o presidente decidiu fazer um aceno a seu partido após ter escolhido o deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO) –que contou com o apoio do PP e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)– para o Ministério das Cidades, vago desde a saída de Bruno Araújo (PSDB).

A tendência é que Marun tome posse nesta quarta-feira às 17h no Palácio do Planalto juntamente com Baldy. A posse de Baldy estava inicialmente marcada para as 15h30, mas foi adiada para tentar conciliar com a escolha do peemedebista. Uma fonte do Planalto, entretanto, disse que a indicação de Marun "ainda" não estava definida. Por ora, a posse é apenas de Baldy.

Com a escolha de Marun, o PMDB venceu a queda de braço com setores do centrão – grupo de partidos médios da Câmara – que queria evitar o fortalecimento do partido do presidente no Planalto. Atualmente, os peemedebistas já contam com duas pastas sediadas no Palácio, a Casa Civil, com Eliseu Padilha, e a Secretaria-Geral da Presidência, com Moreira Franco.

Marun cumpre a exigência imposta por Temer de que os novos ministros não concorram a cargos eletivos nas eleições de 2018. Se isso ocorresse, eles teriam de deixar os cargos até o dia 7 de abril, prazo final para que eles se desincompatibilizem para concorrer em outubro.

Por outro lado, Temer não definiu o destino de Antonio Imbassahy. Um dos auxiliares que mais gostava, mas que não contava com apoio do PSDB, Imbassahy poderá ser deslocado para a Secretaria de Direitos Humanos, atualmente comandada pela tucana Luislinda Valois.

Mesmo com o provável desembarque tucano do governo, o presidente conta com os votos do PSDB para aprovar a nova versão da reforma, cujo texto deverá ser apresentado a lideranças e deputados na noite desta quarta-feira em jantar no Palácio da Alvorada.

Por ora, auxiliares do presidente e lideranças partidárias admitem que o governo não tem os 308 votos necessários para aprovar a nova versão da reforma.
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