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BRASÍLIA, 10 Out (Reuters) – A Segunda Turma do Supremo
Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade nesta
terça-feira uma denúncia por corrupção passiva e lavagem de
dinheiro contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado
Aníbal Gomes (PMDB-CE) como desdobramento de investigações da
operação Lava Jato.
Os ministros do STF seguiram o voto do relator Edson Fachin,
que foi contrário à abertura de uma ação penal contra Renan e
Aníbal.
A turma entendeu que a acusação feita pelo
ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot foi apresentada
apenas tendo como base depoimentos prestados em delação
premiada.
Os dois foram denunciados sob a suspeita de terem
participado de um esquema de desvio de recursos por meio de
doações oficiais a uma empreiteira. Em troca, segundo o MP, eles
deram respaldo político à manutenção no cargo do diretor da
Petrobras Paulo Roberto Costa.
Em nota divulgada por sua assessoria, Renan -um dos
parlamentares com maior número de investigações no STF-
comemorou a decisão.
"Foi uma demonstração de que vazamentos mentirosos e
delações forçadas não se sobrepõem aos fatos reais. Nunca cometi
ato ilícito algum. Por isso, acredito que essas denúncias
irresponsáveis, injustas e deliberadamente fracionadas pelo
ex-procurador, seguirão o destino das quatro já arquivadas e
serão rejeitadas uma a uma", disse a nota.
Na véspera, Edson Fachin havia determinado o arquivamento de
um inquérito contra Renan, o líder do governo no Senado, Romero
Jucá (PMDB-RR), e o ex-presidente e ex-senador José Sarney
(PMDB-AP) sob a suspeita de tentarem barrar o avanço das
investigações da Lava Jato.

(Reportagem de Ricardo Brito; Edição de Maria Pia Palermo)
(([email protected]; +55 21 5644-7505;
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