Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Michelle Martin
BERLIM, 8 Dez (Reuters) – Uma integrante do alto escalão do
Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD, na sigla em alemão)
disse que sua sigla iniciará na semana que vem conversas com os
conservadores da chanceler Angela Merkel para formar um governo
de coalizão, o que pode encerrar um impasse político na maior
economia da Europa.
Na quinta-feira o SPD votou a favor do início das discussões
com os conservadores, apesar de ter prometido anteriormente ir
para a oposição por ter sofrido, em setembro, seu pior resultado
eleitoral no pós-guerra.
As consultas entre Merkel, seu aliado bávaro Horst Seehofer
e o líder do SPD, Martin Schulz, além dos líderes parlamentares
dos três partidos, começará em Berlim na noite de quarta-feira.
O resultado das conversas continua em aberto, e uma "grande
coalizão" entre o SPD e os conservadores não é algo certo, disse
Andrea Nahles, líder parlamentar do SPD, à rádio Deutschlandfunk
nesta sexta-feira.
"Não é mais nem menos do que ter conversas", afirmou Andrea.
"Não é automático que acabaremos em uma grande coalizão
–pelo contrário, discussões duras são necessárias, e não sei em
que os conservadores estão preparados para trabalhar conosco."
Merkel, que comanda o país há 12 anos, espera que o SPD
concorde com uma repetição da grande coalizão que governou a
Alemanha nos últimos quatro anos. Ela foi forçada a se voltar
aos social-democratas depois que tratativas com os
ambientalistas dos Verdes e com os liberais do Partido dos
Democratas Livres (FDP) a respeito de uma aliança tripartite
fracassaram.
Seu bloco conservador saudou a decisão do SPD de iniciar
conversas exploratórias, mas as partes terão que decidir mais
tarde se avançam para negociações propriamente ditas de uma
coalizão.
Uma maioria de 70 por cento dos alemães acredita na formação
de uma grande coalizão, como revelou uma pesquisa do instituto
Forsa para a emissora ZDF nesta sexta-feira.
A sondagem mostrou que quase metade dos alemães (47 por
cento) ficariam satisfeitos com tal aliança. Cerca de um terço
(36 por cento) desaprova outra aliança conservadora, que faria
da sigla de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) o
maior partido da oposição.
O SPD ganhou 2 pontos na pesquisa Forsa, chegando a 23 por
cento, e os conservadores recuaram 1 ponto, ficando com 32 por
cento das preferências. Os dois campos viram sua parcela de
votos encolher na votação de setembro, complicando a aritmética
para a formação de um novo governo. A "grande coalizão"
existente antes das eleições segue como governo interino.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


Assuntos desta notícia