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Por Christine Kim
SEUL, 21 Nov (Reuters) – A Coreia do Sul e o Japão
comemoraram nesta terça-feira o fato de o presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, ter reinserido a Coreia do Norte em uma
lista de Estados patrocinadores do terrorismo, dizendo que a
medida aumentará a pressão para que Pyongyang desnuclearize a
Península Coreana.
A designação, anunciada na segunda-feira, permite aos EUA
impor mais sanções a Pyongyang, que está desenvolvendo programas
de armas e mísseis nucleares em desafio a sanções do Conselho de
Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Saúdo e apoio (a designação), já que aumenta a pressão
sobre a Coreia do Norte", disse o primeiro-ministro japonês,
Shinzo Abe, a repórteres nesta terça-feira, de acordo com a
agência de notícias Kyodo.
A Coreia do Sul disse esperar que a reinserção contribua
para a desnuclearização pacífica de seu vizinho do norte,
acrescentando que, juntamente com os EUA, continua a tentar
levar os norte-coreanos à mesa de negociação, disse o Ministério
das Relações Exteriores do país em um comunicado.
A recolocação da Coreia do Norte na lista de patrocinadores
do terrorismo ocorre uma semana depois de Trump voltar de uma
viagem de 12 dias à Ásia durante a qual conter as ambições
nucleares de Pyongyang foi um dos principais temas de suas
discussões.
"Além de ameaçar o mundo com uma devastação nuclear, a
Coreia do Norte vem apoiando repetidamente atos de terrorismo
internacional, incluindo assassinatos em solo estrangeiro",
afirmou Trump aos repórteres na Casa Branca.
"Esta designação imporá mais sanções e penalidades à Coreia
do Norte e pessoas relacionadas e apoia nossa campanha de
pressão máxima para isolar o regime assassino".
O premiê da Austrália, Malcolm Turnbull, também deu aval à
decisão de Trump, dizendo que a medida se alinha aos esforços
internacionais para fazer a nação rebelde recobrar o bom senso.
"Kim Jong Un comanda uma operação criminosa global na Coreia
do Norte comerciando armas, comerciando drogas, envolvido em
crimes cibernéticos e, é claro, ameaçando a estabilidade da
região com suas armas nucleares", disse Turnbull aos repórteres
em Sydney nesta terça-feira.
A Coreia do Norte foi incluída na lista devido ao bombardeio
de um avião da Korean Air em 1987 que matou todas as 115 pessoas
a bordo, mas o governo do ex-presidente norte-americano George
W. Bush retirou o país da lista em 2008 em troca de progressos
em conversas sobre a desnuclearização.
(Reportagem adicional de Jeff Mason e David Brunnstrom em
Washington, Chang-Ran Kim em Tóquio e Jane Wardell em Sydney)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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