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Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 15 Set (Reuters) – O presidente nacional do PP,
senador Ciro Nogueira (PI), afirmou nesta sexta-feira à Reuters
que a saída do ministro da Secretaria de Governo, Antônio
Imbassahy, ajudaria o presidente Michel Temer a criar um clima
mais favorável na Câmara para barrar a autorização para que o
Supremo Tribunal Federal (STF) julgue a nova denúncia contra
ele, por organização criminosa e obstrução de Justiça.
Para Ciro, uma eventual troca na Secretaria de Governo
poderia "melhorar a relação" para votar a segunda acusação
criminal contra o presidente e também, em caso de rejeição,
ajudar o Palácio do Planalto a deslanchar as negociações em
torno da reforma da Previdência.
Segundo o presidente do PP, o tucano perdeu a interlocução
com os partidos. Ele disse que a legenda que comanda –e grande
parte dos parlamentares dos partidos da base– não conversa mais
com Imbassahy. "Só quem trata com o Imbassahy é metade do PSDB",
ironizou.
O senador, contudo, fez questão de dizer que não estava
pressionando o governo a demitir o ministro.
"Não estou fazendo nenhum tipo de exigência ao presidente, é
uma decisão dele", ressalvou. Para Ciro, seria um "gesto de
grandeza" se o próprio ministro deixasse o cargo por conta
própria.
O presidente tem dado sinais, contudo, de não querer trocar
o ministro da Secretaria de Governo, mesmo diante da pressão de
partidos da base e do fato de o PSDB ter votado rachado na
primeira denúncia.

MUITO FRACA
Apesar do que chama de "desconforto" da base com Imbassahy,
Ciro Nogueira afirmou acreditar que a nova denúncia será
rejeitada pela Câmara com placar semelhante ao da primeira
acusação. Disse tê-la considerado "muito ampla" e "muito fraca".
"É difícil de ser comprovada, cheio de ilação", disse o senador.
Para ele, o fato de o procurador-geral da República, Rodrigo
Janot, ter feito acusações a parlamentares de vários partidos,
como PMDB, PT e o PP, acaba por tirar a força da denúncia contra
o presidente.
Em agosto, a Câmara rejeitou a autorização para o STF julgar
a primeira denúncia. Foram 263 votos contrários à autorização e
apenas 227 favoráveis. Para a autorização ser aprovada são
necessários os votos de 342 dos 513 deputados.

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(Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 5511 56447702; Reuters
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