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Por Andrea Shalal
BERLIM, 12 Mar (Reuters) – A nova secretária-geral do
partido conservador alemão União Democrata-Cristã (CDU),
Annegret Kramp-Karrenbauer, repreendeu nesta segunda-feira o
futuro ministro de Saúde do país, Jens Spahn, após reações
negativas na mídia a comentários que ele fez sobre pobreza.
Aborto e pobreza são os mais recentes tópicos polêmicos a
surgirem no novo governo alemão, horas antes dos conservadores
da chanceler Angela Merkel e o partido de centro-esquerda
Social-Democrata assinarem seu acordo de coalizão nesta
segunda-feira.
O governo, uma nova versão da "grande coalizão" que tem
governado o país desde 2013, assume o poder na quarta-feira,
quase seis meses após a eleição.
Spahn, membro do partido de Merkel, disse ao jornal Berliner
Morgenpost que aqueles que recebem auxílio desemprego, sob
reformas financeiras conhecidas como Hartz IV, não são pobres
porque suas necessidades básicas são atendidas.
A secretária-geral do CDU, Annegret Kramp-Karrenbauer, disse
que Spahn estava correto em dizer que o sistema social alemão é
revisado regularmente para garantir que necessidades básicas
sejam atendidas, mas disse ser imprudente políticos com rendas
superiores dizerem a beneficiários de assistências sociais como
eles devem se sentir.
Spahn e Kramp-Karrenbauer são ambos vistos como possíveis
sucessores de Merkel. Spahn tende mais para a ala de direita do
CDU, enquanto Kramp-Karrenbauer está mais ao centro.
Kramp-Karrenbauer disse à emissora ZDF que o governo irá se
concentrar em reduzir o desemprego crônico para evitar que
pessoas precisem da assistência Hartz IV.
"Eu sempre alerto que… pessoas como ele e como eu que
ganham bem, não devem tentar explicar como pessoas que recebem o
Hartz IV devem se sentir", disse.
(Reportagem adicional de Joseph Nasr)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP PF


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