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MARACAY, Venezuela, 12 Abr (Reuters) – Atirando os braços
para o ar ao som de uma banda de salsa, o candidato presidencial
opositor venezuelano Henri Falcón entra em um emaranhado de
estandes de venda.
"Vocês querem continuar com Maduro?", pergunta ele aos
vendedores, que gritam "não!" à perspectiva de mais seis anos
sob a tutela do presidente socialista Nicolás Maduro.
"Temos um presidente inepto… se votarmos, venceremos!",
insiste Falcón, de 56 anos, uma e outra vez, percorrendo os
corredores do mercado da empobrecida cidade de Maracay antes de
saltar de volta ao seu ônibus de campanha.
Faltando pouco mais de um mês para a eleição presidencial de
20 de maio, o principal concorrente de Maduro está tentando
desesperadamente criar um frenesi nas ruas.
Mas tendo em conta o formidável aparato estatal contrário a
ele, um boicote de ex-aliados da oposição e suspeitas
generalizadas de que o governista Partido Socialista Unido da
Venezuela (PSUV) pode fraudar a votação, o comparecimento aos
comícios de Falcón tem sido pequeno, e ele enfrenta uma tarefa
intimidante na tentativa de destronar o atual líder.
É difícil imaginar que uma eleição presidencial está se
aproximando no país sul-americano de 30 milhões de habitantes.
Não se vê nada do fervor emotivo ou das vastas multidões da
campanha de 2012, quando Hugo Chávez venceu padecendo de um
câncer, ou da corrida de 2013, quando o opositor Henrique
Capriles quase derrotou Maduro.
Ao invés disso, venezuelanos desanimados estão preocupados
em encontrar alimento e remédios em uma nação assolada pela
escassez, pela hiperinflação e pelo êxodo em massa de sua
juventude.
Algumas pesquisas mostram o ex-soldado e governador estadual
Falcón na liderança graças ao desgosto com Maduro por causa da
economia.
Mas muitos venezuelanos acreditam que um governo autocrático
não está preparado para abandonar o poder, especialmente devido
à falta de reformas no conselho eleitoral pró-Maduro. E as
pesquisas também apontam para uma abstenção grande, que
prejudicaria Falcón.
"Essas eleições são uma farsa. Elas são determinadas com
antecedência. Mesmo assim, vou votar naquele cara – qualquer um
que seja contra Maduro!", disse o açougueiro Antonio Freites, de
49 anos, observando Falcón passar pelo mercado de Maracay.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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