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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) disse hoje que o pedido de impeachment do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolado na semana passada, recebeu ontem (20) um aditamento e que o documento será enviado para análise da advocacia do Senado para emissão de parecer. “Esse pedido foi aditado ontem e hoje eu vou mandar para a Advocacia-Geral do Senado para emitir parecer”, disse.

O pedido aditado foi apresentado por duas advogadas alegando que Janot deu tratamento diferenciado no episódio em que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do próprio Renan, do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente da República José Sarney.

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Ao falar dos pedidos, Renan negou que a demora na análise seja uma tentativa de intimidação a Janot. “Quem me conhece sabe que eu não sou de ameaçar. Absolutamente, esse verbo não faz parte do meu dicionário”, disse.

Renan também disse que o “senador Renan Calheiros” tem o direito de se indignar, mas o presidente do Senado não tem esse direito. “Não desbordarei do cumprimento do meu papel constitucional”, disse.

No pedido, as advogadas, ligadas a entidades que defendem o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, Janot também deveria ter pedido ao STF a prisão de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suposta tentativa de obstrução às investigações da Operação Lava Jato, quando a petista enviou um termo de posse para o padrinho político chefiar a Casa Civil.

Ao comentar o pedido de prisão, Renan criticou Janot e disse que o chefe do Ministério Público “extrapolou” os limites ao pedir a prisão e emitir mandados de busca e apreensão de senadores no exercício do mandato.

Até o momento, foram protocolados nove pedidos de afastamento do procurador-geral da República. Destes, quatro foram arquivados pelo presidente do Senado. Na semana passada, disse que iria analisar os pedidos até a próxima quarta-feira (22). “Vou avaliar como fiz a respeito dos quatro pedidos que eu já arquivei”, disse.


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