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Por Marc Frank
HAVANA, 8 Out (Reuters) – O provável sucessor do presidente
cubano, Raúl Castro, no início do ano que vem rejeitou
exigências dos Estados Unidos para que o país de regime
comunista mude seu sistema político-econômico.
Em discurso neste domingo, no qual criticou a pressão dos
EUA sobre o governo venezuelano e o que chamou de esforço para
desacreditar a indústria do turismo cubano, o primeiro
vice-presidente Miguel Díaz-Canel declarou que esses e outros
eventos recentes na região provaram que "o imperialismo não
pode, nem um pouco, ser confiável".
"Cuba não fará concessões à sua soberania e independência,
nem negociará seus princípios ou aceitará a imposição de
condições", disse Díaz-Canel, aparentemente respondendo à
recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, na ONU, de que as sanções contra Cuba não serão retiradas
até que a ilha do Caribe restaure a democracia e o capitalismo.
"As mudanças necessárias em Cuba serão realizadas apenas
pelo povo cubano", acrescentou Díaz-Canel.
Raúl Castro, de 86 anos, anunciou sua aposentadoria da
Presidência para fevereiro. Especialistas acreditam que
Díaz-Canel, 57 anos, se tornará o primeiro chefe de Estado sem o
sobrenome Castro desde o início dos anos 1960.
Cuba não possui eleições diretas para a Presidência.
(Por Marc Frank)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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