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Por Lisa Barrington e Ellen Francis
BEIRUTE, 22 Nov (Reuters) – Saad al-Hariri suspendeu nesta
quarta-feira sua decisão de renunciar como primeiro-ministro do
Líbano, a pedido do presidente Michel Aoun, para permitir o
diálogo, amenizando uma grande crise política no país.
Hariri fez o anúncio depois de voltar a Beirute na noite de
terça-feira pela primeira vez desde sua renúncia surpreendente
no dia 4 de novembro, comunicada em uma transmissão de televisão
feita da Arábia Saudita.
O premiê disse que todos os partidos libaneses devem se
comprometer a manter seu país fora de conflitos regionais, uma
referência ao poderoso grupo libanês Hezbollah, que tem apoio do
Irã e cujo papel na região causa profunda preocupação em Riad.
Ele ainda disse esperar que sua decisão inaugure "uma nova
abertura para um diálogo responsável".
"Apresentei minha demissão hoje ao presidente Aoun, e ele me
exortou a esperar antes de entregá-la e segurá-la para haver
mais diálogo sobre as razões e o contexto político desta, e
mostrei receptividade", disse Hariri em um comunicado
televisionado.
A renúncia de Hariri lançou o Líbano na linha de frente do
embate regional entre a Arábia Saudita sunita e o Irã xiita, que
auxilia o Hezbollah.
Autoridades do governo libanês e políticos veteranos
próximos de Hariri dizem que os sauditas o obrigaram a entregar
o cargo e o mantiveram no reino — o que a Arábia Saudita e
Hariri negaram.
Sua saída surpreendeu até mesmo os assessores do premiê, e
seu retorno ao Líbano ocorreu após uma intervenção da França.
Aliado saudita de longa data, Hariri citou o temor de ser
assassinado em seu discurso de renúncia, e atacou Teerã e o
Hezbollah por semearem a discórdia no mundo árabe.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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