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BAGDÁ, 15 Mai (Reuters) – O primeiro-ministro do Iraque,
Haider al-Abadi, disse nesta terça-feira que, caso se comprove
que um novo sistema de urnas eletrônicas usado no final de
semana falhou, a comissão eleitoral deveria fazer uma recontagem
nacional, noticiou a televisão estatal.
Depois do surgimento de acusações de fraudes e urnas
defeituosas em Kirkuk, província do norte do país, Abadi disse
que a comissão eleitoral deveria recontar os votos manualmente
no local.
Ele acrescentou que, caso se descubram falhas em Kirkuk, a
recontagem deveria ser realizada em todo o Iraque, segundo a TV
estatal.
Em Kirkuk e na vizinha Sulaimaniya, que tem uma população de
maioria curda, partidos de oposição curdos protestaram depois da
eleição legislativa de sábado, dizendo que uma vitória
inesperadamente enfática de uma das principais siglas curdas
locais foi fruto de uma fraude.
A comissão eleitoral disse nesta terça-feira que os
resultados iniciais de Kirkuk também indicavam uma vitória da
União Patriótica do Curdistão.
A primeira eleição iraquiana desde a derrota do Estado
Islâmico, que chegou a dominar um terço do país quando varreu o
Iraque e a Síria em 2014, opôs Abadi a rivais xiitas mais
próximos do Irã.
Resultados nacionais prévios mostraram uma vitória
surpreendente do bloco que apoia o clérigo agitador Moqtada
al-Sadr, xiita não alinhado a Teerã que fez campanha com uma
plataforma nacionalista e populista.
A comissão eleitoral do Iraque disse que o novo sistema de
urnas eletrônicas, que exige identificação biométrica, tornaria
a contagem mais rápida e garantiria sua precisão.
(Por John Davison)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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